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    <title>Kut's trip</title>
    <description>Kut's trip</description>
    <link>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/</link>
    <pubDate>Sat, 11 Apr 2026 09:12:41 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>Seder de Pessach em London</title>
      <description>

&lt;p align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt; 19/04&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;:
Cheguei ontem à noite em Londres e a Anna, uma prima da minha mãe (parente
distante) foi me pegar na estação Brent Cross. Ela e a filha, que estuda em
Bristol, me receberam super bem. Após o café da manhã, fui para Notting Hill
passear na Portobello Road, onde há um mercado de rua bem agitado. Escutei
muitas línguas que nem sei da onde são. Depois, fui conhecer a Harrods e foi
bem legal. A loja é enorme e tem tudo quanto é tipo de coisa. Gostei
particularmente da parte com pôsteres e mapas antigos. À tarde dei uma
caminhada por Oxford Circus e Piccadilly Circus e voltei para o Seder de
Pessach com toda a família. Foi muito legal. O marido da Anna, o Vic, também
foi super simpático e receptivo, assim como o resto da família. A bagunça
lembrou a minha família no Brasil. Acabei brincando com o filho nenê de uma
sobrinha do Vic. &lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;

&lt;/div&gt;&lt;p align="left" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;

&lt;/div&gt;&lt;p align="left" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;20/04&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;:
Passeei por Kensington Gardens e Hyde Park, o quê foi muito agradável. Sentei
para comer um sanduíche em Victoria Embankment Gardens e já foi possível ver a
chegada da primavera. O jardim estava todo florido. Enquanto eu estava sentado
lá, algo estranho aconteceu. Veio um sujeito com cara de trambique perguntar se
eu estava procurando emprego. Eu agradeci a oportunidade e ele saiu. Caminhei
pela Southbank até a Tower Bridge. Era Domingo com dia bonito e a região estava
bem animada. Tinha vários skatistas fazendo manobras por lá, mercados de livros
usados e malabaristas. À tarde encontrei a Anna em frente ao London Eye e ela
me convidou para uma volta. Foi muito legal! A vista é maravilhosa lá de cima.
Depois passeamos mais um pouco pelas margens do rio e fui para Victoria Coach
Station pegar meu ônibus de volta à Southampton. &lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/19120/United-Kingdom/Seder-de-Pessach-em-London</link>
      <category>Travel</category>
      <category>United Kingdom</category>
      <author>kutnerdaniel</author>
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      <pubDate>Sat, 17 May 2008 09:43:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Berlin</title>
      <description>

&lt;p align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;08/04&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;: O
trem de Varsóvia pra Berlim era leito, mas era tão apertado que chegava a ser
engraçado. Eram cabines de 6 camas, de cada lado tinham 3 camas, uma em cima da
outra. Eu fiquei na mais alta. Se eu me mexesse um pouco, batia a cabeça no
teto. Não recomendo para claustrofóbicos. No entanto, não posso reclamar porque
acordei só em Berlim. Chegamos ao Wombats e a Andy estava esperando a gente.
Tomamos café e saímos caminhando até a Sinagoga Nova de Berlim. Muito bonita,
de estilo mouro, a sinagoga sobreviveu à Noite dos Cristais (graças a um
policial do distrito). Ela foi reconstruída no começo dos anos 1990 e agora
abriga uma exposição sobre a própria história da sinagoga. Quase perdemos um
Free Tour porque fomos ao lugar errado, mas ainda chegamos a tempo. O ponto de
encontro era na Unter den Linden, em frente ao Portão de Brandenburgo. O tour
foi muito bom mesmo. Passamos pelo Memorial aos Judeus Assassinados na Europa,
um enorme monumento bem no centro da cidade. Eu não sabia direito o que
sentiria ao estar na Alemanha (por tudo que ocorreu lá há poucas décadas), mas
pelo que a guia contou e pelo que se vê, senti que eles carregam uma enorme
culpa. Por isso, um Memorial daqueles em plena Potsdamer Platz. Seguimos por
Check Point Charlie, ponto de passagem de diplomatas do setor Soviético para o
Americano. Mais tarde, voltamos lá para ler painéis na rua (uma espécie de
museu a céu aberto). Passamos pelos prédios “sofisticados” de Berlim Oriental.
Eles ficam bem na fronteira com Berlim Ocidental justamente para exibir para o
Ocidente a opulência do regime Soviético. Além do mais, esses prédios ficam
exatamente em cima do bunker onde Hitler se matou. O tour ainda nos levou a uma
parte do Muro de Berlim, ao Berlinerdom e à Ilha dos Museus. Após o tour,
visitamos o Reichstag. O dia estava bonito e vimos um belo pôr do sol lá do
alto da cúpula do prédio. Pela noite, fomos à Eberwalder Strasse e comemos um
Kebab bem gostoso em um restaurante libanês. A trilha sonora começou com
músicas árabes e terminou com Garota de Ipanema.&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;

&lt;/div&gt;&lt;p align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;

&lt;/div&gt;&lt;p align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;09/04&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;: Eu, a
Regina e a Andy acordamos cedo pra ir passear pela Karl Marx Allee. A avenida
está repleta de prédios dos tempos comunistas. Chegamos a East Side Gallery,
uma parte do Muro de Berlim que foi coberta por grafites. Bem legal. Depois, o
Jouni nos encontrou e fomos ao Brandenburg Gate para fazer mais um tour
gratuito, desta vez para Potsdam, uma cidade bem próxima a Berlim criada pelos
imperadores. Eles pretendiam criar um “paraíso”. Lá vimos uma ponte onde se
realizavam trocas de espiões capturados. Uma história famosa é a de um
americano que fazia um vôo em um avião-espião que foi abatido. Ele voltou para
o “Ocidente” por aquela ponte. Após a divisão de Berlim, a região ficou para os
Soviéticos. Muita gente rica vivia lá e acabou abandonando suas casas. A região
inclusive foi coberta de minas terrestres. Após a queda do Muro, essas pessoas voltaram
e parece que houve bastante especulação imobiliária em cima desse movimento.
Fomos ao Schloss Cecilienhof, onde foi sediada a Conferência de Potsdam. Como a
região estava sob posse da União Soviética e cada um dos principais líderes
(Truman, Stalin e Churchill) tinha sua própria entrada e região no castelo,
Stalin deixou “de presente” para Churchill uma enorme Estrela Vermelha em
frente à sua entrada. Parece também que Stalin colocou escutas nas salas
particulares dos americanos e dos ingleses. Lá em Potsdam também há um outro
Brandenburg Tor. Ainda visitamos o Schloss Sans-Souci, um palácio muito bonito.
Os jardins são obras de Carl Lineu (o mesmo das aulas de biologia). Pena que o
tempo não estava dos melhores. Entre outras histórias, o guia contou a do
“milagre da Guerra dos Sete Anos”. A Prússia de Frederico II estava em situação
complicada na guerra, mas após a morte de Catarina (imperatriz russa), os
oponentes perdem força e a Prússia se recupera. Muitos anos depois, dizem que
Goebbels teria corrido para avisar a Hitler que o “milagre” estava ocorrendo
novamente após a morte de Roosevelt. Após a volta de Potsdam, demos uma passada
no Jewish Museum (o Jouni voltou ao albergue), uma exibição sobre a história
dos judeus na Alemanha. Saindo de lá passamos pelo Sony Center, complexo com
prédios iluminados e de arquitetura moderna. Acabamos comendo e bebendo vinho
em um restaurante italiano próximo ao hostel. &lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;

&lt;/div&gt;&lt;p align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;

&lt;/div&gt;&lt;p align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt; 10/04&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;: Fomos
andar pelos lados de Berlim Ocidental. Fomos à Kaiser-Wilhelm Gedächtniskirche
(uma igreja bombardeada na Segunda Guerra que manteve a sua torre destruída
para lembrar o que se passou em Berlim), passamos pelo Europa Center, uma
região comercial, e pela Coluna da Vitória. Acabamos não subindo porque o céu
não estava muito aberto. Na Pariser Platz (ponto de encontro dos tours),
entramos no DZ Bank, onde se encontra uma escultura toda modernosa do Frank
Gehry (o mesmo do Guggenheim de Bilbao e Dancing House em Praga). De lá fomos
para mais um tour. Desta vez o tema era a Berlim sob domínio Soviético. Ouvimos
vários histórias da Stasi, a polícia secreta da German Democratic Republic
(GDR). No auge, chegou-se ao absurdo de existir um colaborador ou funcionário
da Stasi para cada seis habitantes. Tudo era paranóia. Várias histórias de
travessias do Muro, inclusive uma em que um homem se fantasiou de vaca e
atravessou junto com um monte de vacas. Passamos na ponte da Friedrichstrasse,
onde se passa uma cena de um dos filmes do Jason Bourne. Vimos também um trecho
do Muro como ele de fato era. Acabado o tour, passeamos pela Alexanderplatz, a
praça central, onde fica a altíssima &lt;span&gt;Fernsehturm
(&lt;/span&gt;Torre de Televisão) construída pela Alemanha Oriental nos anos 1960.
Passamos em frente ao Rathaus, o prédio da prefeitura de Berlim. Aproveitamos
também que a Ilha dos Museus é gratuita às quintas-feiras e fomos ao Pergamon
Museum, onde ficam as obras orientais. Tinha também uma exposição com maquetes
de museus com arquitetura diferente (alguns já construídos e alguns projetos).
Na volta comprei um sanduíche no Subway e carreguei ele por duas horas até que
todo mundo achasse algo para comer. Comemos na própria cozinha do hostel.&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;

&lt;/div&gt;&lt;p align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;

&lt;/div&gt;&lt;p align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;11/04&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;: De
manhã fomos ao Film Museum no Sony Center. O museu é bem legal pra quem gosta
de cinema. Conta a história desde os princípios e é possível assistir a vários
trechos de filmes antigos. Depois fui à Topografia do Terror, uma espécie de
museu a céu aberto com a história do nazismo, tudo em painéis na rua. Eles
pretendem construir ali um museu. Enquanto não está pronto, os painéis com o
conteúdo fica disponível a todos. Neste local parece que ficava o
quartel-general da SS. Depois disso, fomos ao tour que cobre a história do
Terceiro Reich.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;O guia falava um inglês
britânico super rápido, fumava um cigarro (preparado por ele mesmo) atrás do
outro e jogava a bituca no chão quando acabava de fumar. Esse processo acabou
me irritando um pouco, mas de qualquer maneira, eles nos contou tudo desde a
ascensão do Hitler até sua morte. À tarde voltei pro hostel e dei uma
descansada, pois estava bem cansado. Eu e a Andy fomos passar o Shabat na
sinagoga na Rykenstrasse. A sinagoga tinha o mesmo jeito da CIP, mas pouca gente
estava presente. Depois, voltamos ao hostel, encontramos com a Regina, o Jouni,
uma amiga brasileira da Regina e um peruano chamado Raul (que estava no nosso
quarto) e fomos a uma balada bem alternativa e legal chamada Bang Bang. Ela
ficava debaixo de uma ponte. O pessoal era bem diferente e tocava um rock
legal. Tomei umas Erdinger bem boas.&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;

&lt;/div&gt;&lt;p align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;

&lt;/div&gt;&lt;p align="justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;·&lt;span&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;12/04&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;: Fizemos
o check-out logo após o café da manhã e deixamos as malas lá. Fomos para o Deutsche
Historische Museum que conta tudo sobre a história da Alemanha. De lá eu e o
Jouni voltamos para o albergue, pegamos as coisas e pegamos um trem e um ônibus
para o aeroporto Berlim Schöenefeld. Pegamos uma longa fila para fazer o
check-in e tudo estava totalmente desorganizado. Lembrou o nosso apagão aéreo.
No fim das contas, o vôo atrasou pouco mais de uma hora. Chegando em London
Luton pegamos um ônibus para Southampton (trocando em Heathrow) e chegamos
perto da meia noite. Como não tinha mais ônibus essa hora, andei da
Universidade até meu alojamento. Chegando no alojamento tinha esquecido o
código para abrir a porta. Resolvi tentar ligar para alguém e perguntar, não
tinha crédito no celular. Quando eu estava quase desistindo e sentando na
porta, chegou um táxi com gente de lá e eles me disseram o código.&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/19119/Germany/Berlin</link>
      <category>Travel</category>
      <category>Germany</category>
      <author>kutnerdaniel</author>
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      <pubDate>Sat, 17 May 2008 09:25:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Poland</title>
      <description>

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;02/04&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;: Depois
de uma longa viagem de trem, na qual eu usei a minha mala e a da Regina também
para tentar fazer uma cama mais larga, chegamos ao Flamingo Hostel e tivemos um
maravilhoso café da manhã (entre os incluídos, o melhor de longe). Compramos
ingressos para Auschwitz e Wieliczka Salt Mine e fomos andar pelo Kazimierz, o
bairro judaico. Antigamente, era uma cidade separada, onde judeus e cristãos
conviviam. Foi totalmente reconstruído no fim do séc. XIX, começo do séc. XX.
Na Remuh Synagogue, encontrei o filho do Sr. Lieben, um dos últimos
sobreviventes do Holocausto que trabalhou na fábrica do Schindler (uma na
Tchecoslováquia, não a de Cracóvia). O Sr. Lieben morreu há um ou dois anos. Lá
também fica o Old Cemetery. O bairro é bem legal e hoje tem artistas morando
por lá e muitos bares, além de lugares judaicos. A Isaac Synanogue (séc. XVII)
está no processo de voltar a funcionar. Ela tem umas pinturas nas paredes
(espécie de afresco) que foram restauradas e é super bonita. Depois, fui na
Stara Synagogue (séc. XV), a mais antiga da Polônia. Hoje é um museu sobre os
costumes judaicos. Tinha também uma exposição sobre o Kazimierz, contanto que a
cidade foi um presente do rei no séc. XIV. Depois de passear por lá, fomos ao
gueto (Podgórze), que fica do outro lado do Wisla River. Fomos à fábrica do
Schindler (que está reformando, mas mantém a fachada e o nome) na ul. Lipowa.
Passamos também pela Plac Zgody, hoje Bohatérow Getta, praça de onde os judeus
eram mandados para Auschwitz e Belzec. Num dos cantos da praça fica a Apteka
Pod Orlem, farmácia de um cara que não era judeu, mas convenceu os alemães a
deixá-lo ali depois da criação do gueto. Ele ajudou a contrabandear remédios,
comida etc. Era também um ponto de encontro dos intelectuais. Hoje, é um
pequeno museu contando bastante sobre o gueto. Valeu muito a pena. Saímos de lá
e fomos pela ul. Lwowska, onde ainda há um pedaço do muro original do gueto
(com flores no chão junto ao muro). Depois, partimos numa longa e dura
caminhada para Plaszow, um campo de trabalho forçado e, depois, concentração.
Não achamos edifícios, mas havia monumentos e deu pra ver de onde se extraia o
minério. Além disso, havia placas falando sobre o campo. Na volta, a Regina e o
Jouni foram para a praça central e eu voltei para o Kazimierz, onde fui às
outras sinagogas: Tempel (moura) e Popper (hoje, parecia ser um estúdio de
arte, mas preserva a fachada). Dei também uma espiada no Cemitério novo (já
estava fechado), mas o mais legal foi o Galícia Jewish Museum. Ele conta a
história do gueto como ênfase nos movimentos de resistência. Antes da Guerra,
Cracóvia tinha cerca de 60 mil judeus. Hoje há algumas centenas. Na volta ao
hostel, tomei um banho maravilhoso e fomos comer com o Neel (um inglês que
estuda na LSE) num restaurante bom. Além da comida boa, tinha um cara tocando
piano.&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;



&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;03/04&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;: Fomos
com um tour para &lt;span&gt;Oświęcim, a cidade
onde ficava o complexo de Auschwitz. Parece que os poloneses preferem continuar
chamando pelo nome antigo e não por Auschwitz. No caminho vimos um documentário
com cenas originais dos soviéticos chegando ao campo. A visão é terrível. Na época,
eles gravaram uma versão alternativa com os soviéticos chegando e os
sobreviventes tentando derrubar o portão. Quando os soviéticos derrubam o
portão, vários sobreviventes os abraçam, sorridentes, felizes... O próprio
cinegrafista oficial do Exército Vermelho diz que quando eles chegaram lá, os
que tinham sobrevivido não tinham forças nem expressão alguma. Auschwitz I é
hoje um museu com fotos e pertences daqueles que passaram por lá. Pode-se ver
milhares de sapatos, óculos e até cabelos dos prisioneiros. Na única câmara de
gás que sobrou ainda dá para sentir um cheiro ruim. É difícil de explicar, mas
é um ambiente muito ruim. É bem difícil de assimilar que centenas de milhares
de seus ascendentes foram assassinados ali. Auschwitz II, ou Birkenau, tem as
instalações ruins de verdade, aquelas que vemos quando se fala no Holocausto.
Câmaras de gás e crematórios foram todos destruídos, mas ainda está lá a
plataforma onde os trens chegavam cheios de gente e era lá mesmo que era feita
a seleção daqueles que estavam aptos a trabalhar e, portanto, sobreviveriam até
se tornarem inaptos (não devia demorar muito, dadas as condições sanitárias e
alimentícias). Auschwitz III, ou Monowitz, fica um pouco mais afastado e servia
de moradia pra prisioneiros que eram mão-de-obra escrava para fábricas
(geralmente ligadas ao esforço de guerra alemão). Não cheguei a ir lá, mas não
sobrou nenhum prédio. Pela tarde, fomos à Mina de Sal de Wieliczka. Há inúmeras
galerias e os próprios mineradores esculpiam no sal (e continuam esculpindo).
Algumas galerias são realmente impressionantes.&lt;/span&gt;&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;·&lt;span&gt;        
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;04/04&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;: Fomos
à estação comprar passagens (eu só comprei reserva porque já tinha o passe de
trem) para Varsóvia. Eu resolvi que iria para Lublin, onde está Majdanek, um
outro campo de concentração, enquanto eles iriam diretamente para Varsóvia. Na
volta passamos pelo Barbakan (Muralha) na ul. Florianska e tinha um cara
tocando Violinista no Telhado num acordeão (acho que é esse o nome do
instrumento). Depois, fomos ao Wawel Castle e visitamos vários aposentos. O
castelo é bonito, mas acho que cansei de ver castelos. O original é do séc. X,
mas ele foi reconstruído várias vezes e a construção que ainda está de pé é do
séc. XVI. No começo da tarde, o Jouni e a Regina foram para Varsóvia e eu
fiquei por lá. Andei nas margens do Wisla e tive uma vista legal da colina do
castelo. Foi bem agradável andar ao longo do rio. Passei na frente da igreja
St. Francis e havia muitas velas (acho que era em homenagem ao aniversário de
falecimento do Papa). É bem evidente como o Papa João Paulo II virou um herói
nacional. Eu não vi nenhuma referência ao Bento XVI, mas é possível ver fotos
do João Paulo II a cada esquina. Ainda passeei pela praça e mercado centrais e
Collegium Maius, onde Copérnico estudou. Depois, voltei ao hostel e, como
estava meio resfriado e cansado, pedi uma cama na recepção e eles deixaram eu
descansar umas horas, mesmo depois de ter feito check-out. O hostel lá foi
muito bom mesmo. Só teve um downside: na segunda noite só tinha água gelada e
na Polônia água gelada quer dizer água “inentrável”.&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;u&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;·&lt;span&gt;        
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;05/04&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;: Meu
trem de Cracóvia para Lublin saiu tarde da noite e tive que dividir cabine com
mais uns caras. Além disso, tinha uma galera enchendo a cara e gritando. Parei
em um cidade chamada Katowice a 1:30 da manhã e, como teria de esperar por uma
hora ali, minha primeira idéia foi procurar uma sala de internet. Achei uma que
pareceu bem boa. Quando estava quase entrando, vi pelo vidro um cara assistindo
um filme pornô. No começo achei que não estava vendo direito. Tinha uns 20
computadores, um do lado do outro, e o cara, sem nenhum resquício de vergonha,
assistindo a maior putaria. Desisti de usar a internet e sentei na plataforma
de trem. Ainda consegui falar com minha família no celular. Foi bem melhor do que
usar algum daqueles computadores. Depois dessa longa viagem de trem, cheguei a
Lublin às 7:00. Resolvi dar uma deitadinha no parapeito da janela da estação
para descansar por uma hora. Às 7:30 acordo sendo cutucado. Eram os guardas da
estação falando que não podia dormir ali. Deixei meu mochilão no locker e
peguei um ônibus para Majdanek (cerca de 4 km da cidade). Cheguei bem cedo e, ao
contrário de Auschwitz, estava completamente vazio. Além disso, era uma manhã
gelada e com neblina e o silêncio chegava a ser assustador. Andei sozinho pelo
campo e pode-se entrar em algumas das construções, que hoje servem como museu.
Lublin fica no leste da Polônia e foi uma das primeiras regiões conquistadas após
o começo do avanço Soviético. Portanto, os nazistas não tiveram tempo de
destruir grande parte do complexo. Entrei nas câmaras de gás e dessa vez a
sensação foi ainda pior do que em Auschwitz. Além do silêncio sepulcral e da
solidão, havia manchas azuis nas paredes, geradas com o uso do veneno Zyklon-B.
Também se pode entrar em um crematório e veio uma pergunta na minha cabeça que
é muito difícil de responder. “Quem conseguiria ser tão frio a ponto de colocar
outra pessoa dentro de um forno?”. Quando eu penso que eram os próprios judeus
que faziam isso fica ainda mais difícil. Por outro lado, era uma questão
literalmente de vida ou morte. Em 3 de novembro de 1943, após revoltas e fugas
em outros campos, os nazistas resolveram matar todos os judeus em Lublin. Eles
metralharam 18 mil só nesse dia (sem contar a câmara de gás). Acho que no total
foram 40 mil judeus nessa operação. Lá também há sapatos e outros pertences dos
prisioneiros, inclusive cabelo, que era usado por fábricas nas redondezas para
fazer tecido. Depois de um dia pesado (pelo cansaço e pelo programa), tive que
ficar matando tempo até pegar um trem para Varsóvia no meio da tarde. Não achei
nenhum lugar para entrar na internet. No trem, uma garota entrou na minha
cabine e vi que ela tinha um livro em espanhol. Comecei a conversar e a Evelina
é polonesa, mas fez intercâmbio na Argentina e, além de espanhol, também falava
português. Ficamos batendo papo. Chegando a Varsóvia fui ao Orange Hostel, onde
encontrei a Regina. O Jouni tinha saído com um amigo dele que é casado com uma
polonesa (eles moram na Finlândia, mas o amigo estava lá). Tomei um dos
melhores banhos da minha vida (depois de um bom tempo) e fomos a um restaurante
chinês muito bom. Ele tinha todo o jeito de ser caro, mas comemos por uns 30
Zlotys (pouco menos que 10 euros). Caminhamos um pouco pelas largas avenidas e,
apesar do ar comunista das avenidas, fiquei com uma boa impressão da cidade.
Tinham me falado que não valia a pena ir pra Varsóvia, mas achei a cidade
legal. A parte nova da cidade tem alguns prédios modernos, bem altos e todos iluminados.
O shopping do lado da estação central de trem tem uma cobertura de vidro bem
diferente, com uma forma bem irregular, que eu gostei. Mas aquilo que mais
chama a atenção é o &lt;span&gt;Pałac Kultury&lt;/span&gt;
i Nauki (Palácio da Cultura e Ciência). Construído nos anos 1950, foi um
presente da União Soviética para a Polônia e é um prédio enorme. Dá para vê-lo
da maior parte da cidade. Parece que os moradores de Varsóvia não gostam muito
dele. Eu achei legal, mas ele confere um ar meio opressor mesmo.&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;06/04&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;: De
manhã, eu e a Regina fomos à antiga prisão de presos         políticos Pawiak. Foi
usada pelos alemães durante a Guerra para    prender todos que fossem suspeitos
(de qualquer coisa). As estatísticas são terríveis: 100 mil presos, 37 mil
morreram lá e 60 mil deportados para campos (os outros 3 mil devem ter
desaparecido). Os presos tinham literalmente de 8 a 80 anos. Inclusive, há um
caso de um menino de um ano que foi capturado como refém numa tentativa de
prender os pais. Depois, seguimos uma rota de um guia que arranjamos por aqui.
Passamos pelo Palácio (onde pudemos visitar alguns aposentos), cidade velha e
principais monumentos. O Jouni nos encontrou após sairmos do Palácio. Ele tinha
ficado dormindo depois de ter ido a um bar com o amigo. Paramos para almoçar no
Sphinx (uma cadeia de restaurantes) e, de lá, fomos ao Lazienki Park (no
caminho vimos o Ujazdowski Castle). O parque é bem legal. Há gente jogando
futebol, vários esquilos que vêm comer na sua mão e tinha também uma pequena,
mas bonita, exposição de fotos no Cazaquistão (não tenho certeza qual dos
“...stão” que era). Lá vimos também o Palace on the Water, que também é bem
bonito. Depois, tomamos um ônibus para Wilanów Park, mais um parque com
palácio. No ônibus um velho polonês decidiu que queria falar conosco de qualquer
jeito. A gente tentava de todas as maneiras explicar que não entendíamos nada,
mas acabamos batendo um papo com ele. No fim, ele nos mostrou o caminho do
parque. Lá assistimos a algo pelo menos inusitado: um casal de orientais
(seguido por amigos, acredito eu) vestido de noivo e noiva. Não sei se era o
casamento mesmo, mas havia fotógrafos acompanhando a galera. Na volta, fomos à
estação comprar passagens para Berlim. Demoramos quarenta minutos para explicar
para ela o quê queríamos. Os caras tiveram que abrir mais um guichê porque a
fila começou a manifestar a insatisfação. Tudo isso porque meu passe de trem
era válido só na Polônia. Por isso, eu queria usá-lo até a última cidade da
Polônia (no sentido da Alemanha) e comprar uma passagem desta cidade até Berlim
(porque essa viagem é mais curta e um pouco mais barata). Para ajudar, acho que
era o primeiro dia de trabalho de vendedora também. Ela imprimiu uns quatro
bilhetes até acertar.&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;



&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;07/04&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;: Fomos
ao Warsaw Uprising Musem, um daqueles bem novos, todo moderno, com filmes, sons
e imagens. Ele conta sobre a resistência polonesa frente aos nazistas e também
como Stalin não os ajudou (por sinal, depois Stalin prendeu os líderes do
movimento porque não queria ter problemas com o seu governo). Lá perto fica o
orfanato de Janus Korkacz. Ele era um educador e pedagogo que cuidava de
crianças órfãs judias (apesar de não ser judeu) e quando os nazistas vieram
para levá-las à Treblinka, Janus não as abandonou e morreu na câmara de gás com
elas. Havia um grupo de americanas religiosas com uma espécie de guia contando
a história dentro do quarto que é mantido como lembrança do orfanato de Janus.
Tocou Forever Young do Bob Dylan. Bem triste. Me separei do Jouni e da Regina e
fui ao cemitério judaico (acho que é usado desde meados do séc. XIX). É enorme.
Lá há uma estátua de Janus e suas crianças na fila (para morrer). Há também um
memorial às crianças assassinadas no Holocausto (um milhão). Vários grupos de
jovens estavam visitando o cemitério. Escutei bastante hebraico. Vi uma lápide
em homenagem aos combatentes do Gueto de Varsóvia. Depois do cemitério, segui a
rota judaica do guia. Passei pela Stawik, a praça de onde 300 mil judeus foram
deportados para Treblinka. Hoje, há um monumento ali. Segui caminhando pelas ruas
do antigo gueto, onde ocorreram batalhas durante o Levante. Há várias lápides
(acho que) simbólicas pelo caminho. Essa rota levou-me à rua Mila, n&lt;sup&gt;o&lt;/sup&gt;18,
o antigo bunker onde os líderes do Levante do Gueto se suicidaram antes de
serem capturados. Hoje há uma homenagem no lugar onde foi o bunker. Não há mais
nada construído por lá. Lá perto tem uma praça, onde fica o Monumento aos
Heróis do Gueto. Fui também à Nozyk Synagoga, a única que sobreviveu à Guerra
(antes eram cerca de 400). Entre 1939 e 1945 ela foi um estábulo para os
alemães. Lá eu reencontrei Jouni e Regina e passamos em frente a um teatro
judaico. Fui à ul. Krochmalna porque minha mãe tinha lido um livro cujos
personagens viviam nessa rua e ela era muito bem descrita. Não parece ter
sobrado muita coisa daqueles tempos. Vimos também uns restos de muro do gueto
(ficam dentro da área de um prédio). Antes de escurecer, fomos ao Palácio da
Cultura e Ciência para ver se era possível subir. Era, mas era mais caro do que
estávamos dispostos a pagar. Voltamos ao hostel e encontramos o Toby, um inglês
que estuda Filosofia em Cambridge, com quem já havíamos cruzado no albergue em
Cracóvia. Fomos jantar no Sphinx de novo (o mais barato que achamos). Foi legal
que o Toby contou sobre os 8 meses que ele passou na Tanzânia voluntariando
como professor de inglês. Depois passamos no hostel para pegar as malas e fomos
à estação pegar o trem para Berlim.&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/18254/Poland/Poland</link>
      <category>Travel</category>
      <category>Poland</category>
      <author>kutnerdaniel</author>
      <comments>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/18254/Poland/Poland#comments</comments>
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      <pubDate>Fri, 25 Apr 2008 09:06:00 GMT</pubDate>
      <slash:comments>1</slash:comments>
    </item>
    <item>
      <title>Czech Republic</title>
      <description>





&lt;p&gt; &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;     
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;28/03&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;:
Acordamos as 4:30 e pegamos um tram para a Fraz-Josefs Bahnhof para pegar um
trem para Ceske Budejovice e, de la, para Cesky Krumlov. Estavamos com um pouco
de receio dessa viagem por causa de toda confusao para comprar as passagens,
mas as coisas deram certo. Na verdade, por muito pouco nao descemos em Ceske
Budejovice. Estavamos meio dormindo na cabine quando eu vi um monte de gente
entrando e resolvi perguntar pra alguem no corredor. Era a nossa parada. Saimos
correndo quando estavam fechando a porta do trem para que ele continuasse a
viagem. Em Ceske Budejovice, um funcionario da estacao primeiro nos levou para
um vagao e disse que a locomotiva viria busca-lo. Ainda bem que ele lembrou da
gente e voltou, pedindo desculpas e dizendo que deveriamos ir pra outro vagao.
Em Cesky Krumlov, com todas as malas, descemos a montanha ate a cidade velha.
La comemos num restaurante bem legal, estilo taverna, chamado U Dwau Marii (Two
Marys). Comemos um prato com frango e batatas, ao estilo tcheco. Depois do
almoco, pegamos um walking tour &amp;quot;privado&amp;quot;, pois estavamos sozinhos. A
guia nos contou sobre as familias a quem o castelo do sec. XIII pertenceu e
sobre a arquitetura. A cidade e Patrimonio protegido pela Unesco. Corremos para
pegar um tour pelo castelo e foi bem legal. Ficamos sabendo da historia de cada
uma das familias, vimos quartos renascentistas, barrocos e o Masquerade Hall.
Como curiosidade, um dos nobres que foi proprietario do castelo obrigava seus
convidados a beber dois litros de vinho em um so gole antes de audiencias. Se o
convidado nao conseguisse, teria que tentar novamente. Parece que as sessoes
eram bem longas (ate que as pessoas conseguissem). De la, corremos para pegar
um trem para Ceske Budejovice e, de la, para Praga. Em Praga, sem mapa, tivemos
que caminhar e perguntar bastante ate achar o Old Prague Hostel. &lt;/span&gt;No fim,
foi um dia bem cansativo.&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;29/03&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;: Na
manha, fomos ao Hradcany (Distrito do Castelo) e visitamos o Old Royal Palace,
um Palacio cuja primeira construcao e do sec. IX, a St. Vitus Cathedral, uma
bela catedral, uma torre, St. George's Basilica e a Golden Lane, uma ruela com
casas pequenas e portas super baixas, onde moravam os trabalhadores no passado.
Deu pra sentir que Praga e 100% turistica. Todas as pessoas carregam uma camera
fotografica na mao. Saindo de la, fomos ao Museu do Kafka, que e muito legal.
Ele relaciona o Kafka com o bairro judaico e explora toda a sua vida. Saindo de
la, paramos para almocar e eu tive uma discussao com o Jouni. Ele parecia nao
se interessar por nada que faziamos e ficou o dia todo no celular falando em
finlandes. Uma hora senti que ele estava reclamando. Quando paramos, falei pra
ele que se ele quiser falar alguma coisa, que dissesse pra mim e que esse era o
unico jeito de fazer as coisas darem certo. Ele reclamou que estavamos correndo
muito e eu falei que me esforcaria pra nao correr tanto. Na volta, compramos
passagens pra Cracovia e encontramos a Regina, uma menina da FEA que faz
intercambio no sul da Alemanha com quem tinha falado por e-mail. No hostel
tomamos umas cervejas com umas meninas da Costa do Marfim (que estudam na
Belgica e na Franca), um cara da Nova Caledonia (estuda na Belgica), um
americano e uma australiana. Depois, fomos para a famosa balada de 5 andares na
Karluv Most (Charles Bridge). Fiquei um pouco decepcionado. E muito grande e
tem todo o tipo de gente. Tinha galera de 15 a 50 anos de idade. Achei igual a qualquer
balada media.&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;30/03&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;: De
manha fui com o Jouni ao Museu de Instrumentos de Tortura. E engracao ate onde
a imaginacao (e crueldade) das pessoas pode chegar. A exibicao mostra alguns
instrumentos, desenhos, a historia de cada instrumento e explica em detalhes
como ele funciona. De la, saimos para caminhar ate St. Nicholas Church e,
quando passavamos pela Karluv Most, encostamos na estatua que todos encostam.
Nao sei o que significa, so segui o fluxo. Depois, para a satisfacao do Jouni,
paramos em um cafe em frente ao relogio astronomico para ver a famosa mudanca
das horas. La nos encontramos com a Regina e fomos ao Museu do Comunismo. Foi
muito interessante, pois conta a historia da Tchecoslovaquia desde 1918 e o
ambiente e legal porque eles colocam cartazes e objetos da epoca alem dos
textos. Vimos um video sobre a Velvet Revolution de 1989. De la, no fim da
tarde, aproveitando o sol, fomos ao Riegrovy Sady, um parque muito legal. Era
domingo e o tempo estava bonito, entao o parque estava cheio de gente sentada,
lendo, jogando frisby, com cachorros... A noite, ainda cansados da noite
anterior, fomos tomar uma cerveja num bar com jazz ao vivo.&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;·&lt;span&gt;        
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;31/03&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;: Pela
manhã nos separamos e eu fui ao Josefov, o bairro Judaico. Comprei um ingresso
que valia para todos os principais pontos lá. Comecei pela Pinkas Synagogue.
Hoje, ela é um memorial com os nomes de 80 mil judeus da região da Bohemia que
morreram na Guerra. No andar de cima fica uma exposição bem marcante. São os
desenhos de crianças que estavam em Terezín (campo próximo a Praga) fizeram. O
mais triste é que a enorme maioria dos desenhos tem três datas: a de nascimento
da criança, a data em que o desenho foi feito e a morte da criança. Lá do lado
fica o Old Cemetery, que tem as lápides umas em cima das outras por causa da
falta de espaço. Os túmulos datam desde o séc. XIII até o XVIII. Há alguns
fragmentos de túmulos mais antigos, mas a maioria foi destruída em um Pogrom. A
Klausen Synagogue tem uma exposição sobre os costumes judaicos. Depois, fui
para a Staronova Synagogue (Old-New). Ela é a mais antiga da Europa (séc. XIII)
e ainda é usada como sinagoga. Segundo a lenda, o Golem ainda está lá em cima.
A Maisel e a Spanish Synagogues têm exposições com a história dos judeus da
Bohemia desde o séc. X até hoje. Ainda deu tempo de ir ao cemitério novo, onde
há placas que me levaram ao túmulo do Kafka. À tarde nos encontramos e
almoçamos ao ar livre (graças ao ótimo tempo) em um restaurante legal perto da
Karluv Most. Comi um linguado com purê de batatas. À noite ficamos no hostel
com o pessoal&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;1ͦ/04&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;: Fizemos check-out e fomos pelas margens do Vtlava
até o Dancing House, um prédio legal que parece estar dançando ou caindo.
Depois, subimos o morro próximo ao castelo, de onde se tem uma ótima da cidade.
Lá em cima, caminhamos por uma espécie de parque. Após descer e comer num
Subway, caminhamos, escutamos música na Karluv Most, sem muitas idéias de
programas. À noite, fomos à estação pegar nosso trem para Cracóvia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/18119/Czech-Republic/Czech-Republic</link>
      <category>Travel</category>
      <category>Czech Republic</category>
      <author>kutnerdaniel</author>
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      <pubDate>Sun, 20 Apr 2008 02:08:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Viena</title>
      <description>
&lt;span&gt;&lt;u&gt;24/03&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;: Peguei um trem para
Maribor e la troquei de trem para ir a Viena. O segundo trem ja era
austriaco e era bem mais moderno. Por exemplo, os anuncios eram feitos
em alemao e em ingles, indicando que eu estava chegando em um lugar com
melhor infraestrutura para o turismo. O Hostel Wombat's mais parece um
hotel do que um albergue. Super grande, com recepcao de hotel, nao tive
uma boa primeira impressao. E um lugar muito impessoal em comparacao
com os albergues menores que eu fiquei na Hungria e na Eslovenia. A
tarde, sai para caminhar pela cidade e, ao passar em frente a Opera
House, vi que eles estavam vendendo os ingressos para ficar de pe. Eu
resolvi me aventurar em Tristan und Isolde de Wagner, uma opera de mais
de 4 horas de duracao, em pe! Tenho que levar em consideracao que
paguei tres euros. Acho que a FIFA nao aprovaria as instalacoes dos
lugares em que eu fiquei. Um monte de gente amontoada, colocando pecas
de roupas para marcar lugar... Alem disso, tinha um grupo de argentinos
(e, sempre eles) que ficaram fazendo barulho. No fim do primeiro ato,
mais da metade das pessoas desistiu. A partir de entao, o lugar ficou
mais agradavel e o terceiro e ultimo ato foi o melhor. As performances
sao realmente excepcionais. Apos a opera, caminhei ate a Stephansplatz,
praca central, onde esta a Catedral e depois voltei para o albergue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;u&gt;25/03&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;:
Tomei um cafe (pago a parte) no hostel e fui ate a Judenplatz. La ha um
memorial para os 70 mil judeus assassinados entre 1938 e 1945 e ha
tambem um pequeno museu contando sobre a antiga comunidade judaica (e
como ela foi praticamente destruida no sec XV). De la, fui para a
sinagoga (e tambem principal predio da comunidade judaica) e ouvi um
guia contar sobre como uma comunidade de 200 mil pessoas antes da
guerra se transformou em uma de 8 mil atualmente. Em frente a todos os
predios relacionados a comunidade, ha policiais. Entretanto, o guia
disse que nao tem havido muitos problemas.&lt;br /&gt;Peguei um metro
para a United Nations City em Viena, uma das principais sedes da ONU.
Ela fica proxima ao Danubio (la chamado de Donau) e e um local super
agradavel com o um enorme parque e a Donau Tower, uma torre de 250
metros de altura. Peguei o tour e foi muito interessante. O grupo era
pequeno e o guia gente fina. Ele explicou que a razao pela qual o
predio da ONU foi construido ali esta no fato de a Austria ter sido um
pais neutro na Guerra Fria e ficar bem entre as zonas de influencia dos
EUA e da URSS. A arquitetura do predio e pensada para aproveitar o
maximo de luz do sol, de modo que todas as salas tem janelas.&lt;br /&gt;Voltei
a regiao judaica para ir ao Jewish Museum. Um museum bem legal com
pecas que sobreviveram a Noite dos Cristais e pecas mais antigas
tambem. Havia uma exibicao com fotos dos judeus apos a II Guerra
Mundial e outra sobre a vida de Korngold, um musico judeu que viveu em
Viena antes da guerra.&lt;br /&gt;No fim da tarde, fui ao
Hundertwasserhaus, um predio totalmente diferente do resto de Viena.
Ele tem uma arquitetura bem legal e me lembrou um pouco de Gaudi. &lt;br /&gt;Quando
estava no albergue cozinhando, conheci a Camila, uma inglesa que tambem
estudou em Southampton. Por coincidencia, ainda encontrei uma canadense
que tambem esta fazendo intercambio la comigo. Fiquei na internet
esperando o Jouni, meu amigo finlandes, chegar (o voo atrasou).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;u&gt;26/03&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;:
Acordamos cedo e trocamos de albergue (nao havia vagas para todas as
noites no Wombats) para o Ruthensteiner's, que e la do lado. Fomos a
Westbahnhof ver passagens de trem para o Jouni e foi uma confusao.
Inacreditavel que os caras que vendem passagens internacionais nao
falam ingles direito! No fim, conseguimos comprar a passagem para Praga
passando por Cesky Krumlov. De la, fomos ao Schloss Schonbrunn, antiga
residencia de verao dos Habsburgo. Por fora, os jardins sao grandiosos
e a vista da Gloriette e maravilhosa, mas o requinte e o luxo do
interior e o que mais impressiona. Madeira de um lugar, porcelana de
outro... Tudo ultra fino. Seguindo na trilha dos Habsburgo, fomos ao
complexo Hofburg, a residencia de inverno deles, que fica no meio da
cidade. Visitamos o museu Sisi (da imperatriz Elizabeth do sec XIX), a
colecao de louca e prata da familia e os apartamentos. Interminaveis
quartos e ante-quartos e halls e salas e etc. Paramos para no Cafe
Einstein para uma respirada e depois fomos ao Mozarthaus, unica casa de
Mozart que ainda esta de pe, hoje um museu sobre sua vida. No fim do
dia nao aguentavamos mais carregar o audioguide. Ainda fomos ao House
of Music, uma especie de museu estranho sobre os sons. Valeu pelo andar
dedicado aos compositores que viveram em Viena (Haydn, Mozart,
Beethoven, Mahler e Strauss). Foi um dia bem cansativo e eu senti que o
ritmo e os interesses do Jouni sao bem diferentes dos meus, mas ele se
esforcou para acompanhar. A noite, estavamos tomando umas cervejas no hostel e tivemos uma
conversa bem interessante com um suico. Ele destoava do resto das
pessoas pela aparencia de uns 40, 50 anos, nao muito comum nos
albergues. Eu estava com meu livro (sobre a situacao na Africa) e ele
pediu para ve-lo. Comecamos a bater papo e ele  contou que trabalhava
com saude publica. A especialidade dele e controle de doencas
tropicais. Para comecar, ele disse que ficou decepcionado com o John le
Carre porque era um grande fa de seus livros, mas O Jardineiro Fiel nao
e muito fiel a realidade. Segundo, ele nao seria possivel fazer testes
de remedios da maneira que o filme mostra. Eu perguntei para ele se ele
achava justa a quebra de patentes por parte dos paises pobres e ele foi
categorico: sim. A justificativa e que os lucros das farmaceuticas sao
muito altos (retornos entre 15% e 20% ao ano, maior que a maior parte
das industrias). Alem disso, ele rebateu um argumento geralmente usado
pra defender as farmaceuticas que sao os gastos com Pesquisa e
Desenvolvimento. Parece que os gastos com Marketing sao o dobro dos
gastos com P&amp;amp;D. Por fim, antes de subir pra cuidar dos filhos, ele
contou que o maior problema hoje na Africa e a manutencao de um sistema
de saude publico. Para isso falta dinheiro porque as agencias
internacionais preferem doar para &amp;quot;causas nobres&amp;quot; como AIDS, mas doar
para manter um sistema de saude decente nao chama a mesma atencao.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;span&gt;27/03&lt;/span&gt;: De
manha, fomos ao Schloss Belvedere, antigo castelo de um principe. Hoje,
e um museu de arte com obras de Renoir, Manet, Monet, Van Gogh e uma
sala inteira de Gustav Klimt (austriaco e favorito por la). O Museu e
bem legal. Para quem nao entende de arte, vale passar pelas obras e ver
quais agradam. Fomos a Karlsplatz e comemos uns sanduiches (estilo
picnic) em frente a St. Charles Church. Com o tempo bom, paramos em
frente ao Museu Albertina para um cafe. De la caminhamos para a
principal rua (nao lembro que parte era, mas tem sempre &amp;quot;Ring&amp;quot;, ou no
comeco, ou no fim) e eu fui ao Museum of Fine Arts, enquanto o Jouni
foi passear pela cidade. A parte mais legal foi a dos pintores
holandeses. Tem uma parte com arte dos egipcios, gregos e romanos que
eu nao gostei muito. No fim da tarde, fui com o Jouni ver o predio da
ONU e passear pelos jardins proximos a Donau Tower. Voltamos para o
albergue e nao saimos porque no dia seguinte iamos acordar as 4:30 para
ir a Cesky Krumlov (Republica Tcheca).
</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/17367/Austria/Viena</link>
      <category>Travel</category>
      <category>Austria</category>
      <author>kutnerdaniel</author>
      <comments>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/17367/Austria/Viena#comments</comments>
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      <pubDate>Fri, 4 Apr 2008 03:17:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Eslovenia</title>
      <description>
&lt;p&gt;&lt;u&gt;20/03&lt;/u&gt;: Meu trem de Budapeste saiu as 12:50 e deveria chegar as 21:30 em
Ljubljana (Eslovenia). Estava insuportavel. Pensei em sair e ir
correndo pra Ljubljana. Isso sem contar as paradas. A cada 10 minutos
tinha uma parada. As vezes, o trem andava pra tras. Ele viajava a uns
60 km/h ate que comecou a viajar a uns 5 km/h e uma hora parou.
Perguntei a uma mulher o que tinha ocorrido e ela disse que eles
estavam trocando a locomotiva. No fim das contas, o trem chegou em
Ljubljana as 23:00, mas eu fiquei conversando com essa mulher
(Aleksandra) e ela me contou muitas coisas sobre a Eslovenia. Ela disse
que sentia um pouco de falta do tempo do Tito (o ditador). Naquela
epoca, eles, apesar de mais pobres, eram muito felizes. Hoje, trabalham
muito. Quando cheguei ao Most Hostel, os caras da recepcao (o Jura e
uma menina) me levaram a um restaurante, onde comi um burek (e como
eles chamam aqui) de queijo e tomei uma Coca. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;u /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;u&gt;&lt;u&gt;&lt;u&gt;21/03&lt;/u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/u&gt;: De manha, fiz umas compras pra ter o que comer e logo sai
para dar uma volta. A cidade e super pequena (menos de 300 mil
habitantes, a Eslovenia tem 2 milhoes), mas e charmosa. O rio
Ljubljanica que divide a cidade da um toque especial. Subi a colina
para chegar ao castelo. Estava bem frio e chegou ate a nevar um pouco.
La em cima e super silencioso, agradavel. Alem disso, tem uma bela
vista da cidade. No castelo, assisti a um filme sobre a historia de
Ljubljana e subi a torre para ter a melhor vista possivel. Depois, fui
a estacao comprar minha passagem para Viena e aproveitei para ir ao
Parque Tivoli, que e la perto. Neste parque se encontra o Museu de
Historia Contemporanea, onde vi um pouco sobre a historia Eslovena do
seculo XX. Tinha tambem uma exposicao pequena sobre criancas no
holocausto, mas as linguas eram alemao e esloveno. De la fui para o
National Museum, onde vi sobre a historia eslovena desde o Paleolitico.
Almocei no Mc Donalds e caminhei bastante pela cidade e acho que
percorri quase tudo. Ha muitos muitos museus, mas nao fiquei muito
interessado. Passei pela Universidade e pela Biblioteca tambem. A
noite, conheci o James (australiano) e a Anna (polonesa), um casal que
vive em Londres. Fomos ao Maček (gato em esloveno), um pub, tomar umas
cervejas. Nao voltei muito tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;22/03&lt;/u&gt;: Eu, o James
a Anna acordamos as 7:00 e tivemos que correr para pegar o onibus para
Bled as 8:00. No caminho de ida estavamos torcendo pra fazer sol ou
nevar pra que o lago estivesse bonito (na verdade, eu queria sol).
Chegando la circundamos o lago (tem uma ilha com uma igreja no meio), a
maior atracao da cidade. O lugar e muito agradavel e nevava um pouco, o
que deixou o cenario ainda mais bonito. Terminando a volta, paramos
para tomar um cha. Depois, subimos uma colina para chegar a um castelo.
Nessa hora comecou a nevar mais e meus pes comecaram a ficar
encharcados. Seguindo o James, que tinha um guia so da Eslovenia (e
tambem o pai esloveno), fomos para uma vila ali perto chamada Vintgar.
La, havia uma trilha que seguia um rio (Vintgar gorge) com pequenas
quedas d'agua e uma agua super clara. Alem disso, estava nevando
bastante e eu ja estava encharcado ate a canela. A trilha era bem longa
e ficamos meio indecisos se deviamos continuar ou nao. No fim,
continuamos por um bom tempo por uma estrada de terra e chegamos em um
bar em uma pequena vila. Alguns caras vieram conversar com a gente de
maneira bem amigavel. Aproveitamos pra perguntar como deviamos fazer
para voltar a Ljubljana. No fim das contas, um deles nos deu uma carona
a uma cidade um pouco maior, Jesenice, de onde pegamos um onibus de
volta para Ljubljana. No hostel, peguei um secador de cabelo emprestado
e fiquei uma hora tentando secar os tenis na esperanca de que eles
estejam em condicoes de uso no dia seguinte. Nao sai porque tinha que
acordar cedo para ir a Piran, uma cidade na costa (Mar Adriatico) no
domingo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;u&gt;23/03&lt;/u&gt;: Levantei as 5:40 para pegar o onibus para Piran. Dei uma
bela cochilada no caminho. Tive muita sorte com o tempo. No caminho,
passei por lugares totalmente brancos da neve, mas chegando ao litoral,
apareceu um pouco de sol (deu ate pra ver o azul no ceu)! A cidade e
bem pequena e charmosa, bem ao estilo &amp;quot;sul da Italia&amp;quot;, com ruelas
estreitas e irregulares e predios de tres ou quatro andares. Ha alguns
predios bem antigos, do tempo em que Veneza dominava a cidade.
Procurando o Museu Maritimo (do qual tinha ouvido falar), acabei
chegando no Museu de Atividades Subaquaticas. Nao sei como e o outro,
mas achei esse bem legal. Tem muitas fotos e pecas do equipamento de
mergulhadores da regiao, contando sobre obras que eles realizaram e
navios naufragados resgatados. Em Piran aproveitei tambem para &amp;quot;me
perder&amp;quot; pelas ruazinhas e sentir o clima da cidade. Sao muitos
turistas, geralmente mais velhos,  com destaque para os italianos.
Tudos na cidade esta escrito tambem em italiano. Devido ao asprecto
turistico, ha muitos cafes e restaurantes. Antes de ir embora, subi uma
colina com um muro bem antigo, de onde se tem uma vista belissima da
cidade. As 12:40 tomei um onibus para Postojna (ja no sentido de volta
para Ljubljana). Em Postajna ha a maior caverna da Eslovenia, uma das
principais atracoes turisticas daqui. Isso acaba prejudicando um pouco
o programa. Alem de pagar caro, e tudo turistico demais. Um grupo
enorme de pessoas entra em um trenzinho que entra 2 km caverna adentro.
La, as pessoas saem do trem e procuram o guia que fala a sua lingua.
Depois, caminha-se 1.2 km com o guia explicando sobre as formacoes e um
pouco da historia da caverna (que chegou a ser usada como esconderijo
de soldados russos na I Guerra Mundial e armazem de suprimentos dos
alemaes na II Guerra Mundial). Apesar de tudo isso, a caverna e, de
fato, muito bonita. Talvez eu devesse ter procurado cavernas menos
exploradas, mas no fim das contas, valeu o programa. Sob forte neve,
tive que matar uma hora e meia em Postojna em um cafe, esperando o
onibus para Ljubljana. Sorte que levei meu livro.&lt;u&gt;&lt;u&gt;
&lt;/u&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/16905/Slovenia/Eslovenia</link>
      <category>Travel</category>
      <category>Slovenia</category>
      <author>kutnerdaniel</author>
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      <pubDate>Sun, 23 Mar 2008 07:54:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Budapeste</title>
      <description>
&lt;u&gt;15/03&lt;/u&gt;: Depois de voar com a easyJet (algo como pegar o Socorro 856-R
dos ares), cheguei em Budapeste em um belo dia de sol por volta das
quatro da tarde. Claro que tinha que comecar com uma loucura. Eu tinha
visto na internet que haveria um jogo de polo as 18:00. Fui correndo
pra piscina do Honved-Domino. Peguei dois onibus com o mochilao e a
mochila pequena e andei mais uns bons quarteiroes ate que consegui
achar a piscina. As pessoas em geral foram muito prestativas. Mesmo nao
falando ingles, eles procuravam ajudar. Por exemplo, o motorista parou
o onibus pra me apontar o caminho. Chegando la, os times estavam no
aquecimento. Vasas x Domino parece ser o maior classico de Budapeste.
Depois de abrir 5 a 1, o Vasas deixou o Domino empatar. No ultimo
minuto, em um homem a mais, o Vasas marcou. Vale lembrar que a piscina
estava lotada (eu fiquei em cima de uma mesa pra ver o jogo) e as
pessoas torcem de verdade. Cada time tinha metade da selecao hungara
(bicampea olimpica). Na volta, dois caras que eu conheci la me ajudaram
a achar o metro. Cheguei no Central Backpack Hostel, um albergue
pequeno, onde o pessoal e super atencioso, e liguei para a Lamy (a
menina da FEA que faz intercambio em Budapeste). Chamei uma americana
(Lisa) que estava por aqui e a Lamy levou uma amiga mexicana (Gabriela)
e fomos jantar no For Sale Pub. Comi um frango com pure de batatas e
tomei uma cerveja hungara, Soproni. Parte da decoracao do pub eram as
cascas de amendoim que a gente era obrigado a jogar no chao. &lt;br /&gt;
Voltei
com a Lisa andando as margens do rio Danubio. O dia 15/03 tem um
detalhe a mais. E um feriado nacional e as pessoas aqui aproveitam
esses feriados para protestar contra o governo. Chegamos a ver alguns
grupos nas ruas. Andando por Budapeste me senti parte de um filme de
Guerra Fria. Todos os predios sao quadrados e imponentes e remetem a
ideia que eu tinha comunismo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;u&gt;16/03&lt;/u&gt;:
Apesar de uns bebados chegando aqui no hostel a noite, consegui
descansar. Pela manha fui a Basilica de S. Estevao (aqui do lado) e
depois peguei um tour pelo Jewish Quarter. Vimos a Dohany Synagogue e a
Rumbach tambem. A primeira e a maior sinagoga da Europa. Com estilo
mouro, ela recebe tres mil pessoas. Ela foi projetada por um arquiteto
catolico e encomendada por judeus que queriam se assimilar mais a
sociedade hungara (havia tambem os ortodoxos e os reformistas). Como
essas sinagoga nao agradou aos religiosos, eles construiram uma
sinagoga na Rumbach ut.. Essa sinagoga esta esperando fundos para uma
restauracao completa. Ambas foram construidas em meados do seculo XIX e
sao muito bonitas. Durante a II Guerra, Budapeste nao foi muito
atingida. Apesar de terem sido colocados em guetos, os judeus nao foram
deportados em geral (ao contrario dos judeus do interior). Entretanto,
as condicoes eram pessimas e eles tiveram os direito cassados. Antes da
guerra havia cerca de 700 mil judeus. Hoje a estimativa e de 100 mil.
No proprio complexo da sinagoga grande, ha um cemiterio para abrigar os
judeus que morreram devido as pessimas condicoes do gueto. Ha tambem
monumentos para diplomatas (especialmente um sueco, Raoul Wallenberg)
que ajudaram a salvar judeus. Fui tambem a tambem a um Jewish Museum,
onde ha diversas pecas relacionadas a religiao. &lt;br /&gt;
Saindo
de la, fui ao Holocaust Memorial, um museu bem moderno sobre o
holocausto e a Hungria. Sao inumeras historias com videos e fotos.
Entre elas, ha a historia da Hanna Szenes, uma hungara que havia ido a
Israel, mas se alistou ao exercito britanico para lutar na guerra. Ela
foi capturada, torturada e assassinada, mas nao cedeu informacoes aos
nazistas. Ela esta enterrada em Israel.&lt;br /&gt;
Voltando passei em frente ao
Museum of Applied Arts, um predio super bonito, onde entrei para dar
uma olhada. A tarde, encontrei a Lamy e caminhamos pela Vaci ut., uma
rua turistica e paramos no Anna Cafe para descansar um pouco. Depois,
fui a casa dela e conheci o Karsci (dono da casa), uma eslovaca e uma
hungara. Tomamos um vinho e conversamos. O Karsci reclamou bastante do
primeiro-ministro e mostrou uns videos engracados dele no You Tube. A
noite, fomos ao Claro Bistro com a Gabriela e a Livi, uma hungara que
fez intercambio na FGV. Comi um hamburger e uma palacsinta (uma especie
de panqueca). Depois disso, ainda fomos ao Old Man's Pub, um bar com uma pista de danca, e ficamos um pouco por la.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;u&gt;17/03&lt;/u&gt;:
Tentei ir ao Parlamento, mas ja nao havia mais ingressos. Alem disso,
na segunda, a maioria dos museus fecha. Entao, fui para Buda
(atravessei a ponte) e caminhei ate a sinagoga da rua Leo Frankel. E
uma sinagoga que foi cercada por um predio, onde moravam familias
judias, para proteger do anti-semitismo. Em frente a sinagoga, pela
primeira vez na vida, vi uma loja especializada em polo. Sungas,
ropoes, bolas etc.&lt;br /&gt;
No comeco da tarde encontrei a Lamy e ela me
mostrou a faculdade (Corvinus) e o Mercado Central. Depois disso, fomos
para o Statue's Park, uma especie de cemiterio de estatuas do
comunismo. Tivemos que pegar alguns transportes diferentes porque esse
lugar e afastado. Em um dos onibus, achei que ia ser multado porque eu
tinha usado o bilhete da maneira incorreta. A fiscal nao falava uma
palavra de ingles. No fim, ela pegou dois bilhetes meus e rasgou. Ainda
bem que saiu barato. Na volta, fomos ao Heroes' Square, um dos cartoes
postais de Budapeste e eu fui em uma casa de banhos termais (com saunas
e piscinas quentes, bem popular na Hungria) chamada Szechenyi. A noite
fiz um macarrao e fui com a Marcela, uma brasileira que conheci no
hostel, para a casa da Livi tomar umas caipirinhas (com Ipioca) com ela
e a Lamy. Depois do esquenta, fomos para uma baladinha chamada
Morrisson's. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;u&gt;18/03&lt;/u&gt;:
Acordei cedo e fui com a Marcela para o Parlamento. Desta vez consegui
o ingresso e fomos com o guia em ingles. Nao achei a guia muito boa,
mas o predio e muito bonito e compensou. Um pouco mais tarde, a Lisa,
uma amiga austriaca que conheci em Southampton, chegou e fomos ao Buda
Castle District. Enquanto subiamos, chegou a nevar um pouquinho. De la se tem uma bela vista de Peste e deu para
passear pelo Fishermen's Bastion, uma bela construcao (acho que com
fins decorativos), pela Mathias Church e pelo Royal Palace (apesar de
nao termos entrado nos museus que o palacio abriga hoje). Depois, subimos a Gellert Hill, onde fica a Citadella, de onde se tem a melhor vista de Peste. A noite, fui
a opera Edgar de Puccini com a Lisa, a Lamy e a Gabriela. Apesar de nao
ter entendido direito (nao li o programa antes), foi uma experiencia
bem legal. A sala e bem bonita e o publico vai bem chique. Ate eu fui
de camisa. Depois da opera, pude ter uma boa noite de sono. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;u&gt;19/03&lt;/u&gt;:
De manha fui sozinho ao House of Terror, um museu que fica na casa
usada pelo partido de direita (aliado dos nazistas) e, depois, pelos
comunistas para interrogar e torturar prisioneiros. Essa casa nao era
usada para executar pessoas, mas, de vez em quando, &amp;quot;acidentes&amp;quot;
aconteciam. E um museu bem moderno, com muitas fotos e videos, e da pra
ver as celas onde os prisioneiros ficavam. A tarde, encontrei a Lamy e
a Lisa e fomos ao National Museum aprender um pouco sobre a historia
hungara. Como todo National Museum, conta bem a historia do pais. A
tarde, fomos passear em um mercadinho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;u&gt;20/03&lt;/u&gt;: Acordamos cedo para passar as ultimas horas
de Budapeste. Fomos ao Buda Castle de novo e demos uma volta no bairro
judaico. Depois disso, a Lisa voltou a Viena e eu peguei o trem pra
Ljubljana.&lt;br /&gt;
Depois de alguns dias de Budapeste, fiquei com a
impressao de se tratar de um povo bem simpatico, geralmente disposto a
ajudar, mas, ao mesmo tempo, contido e serio. Foi bom ter tido a
oportunidade de conversar com a Livi e o Karsci para entender melhor o
ponto de vista dos hungaros. A Livi disse sentir falta do &amp;quot;jeito
brasileiro&amp;quot;, menos preocupado, mais descontraido. Ela falou que o povo
hungaro e muito fechado a mudancas, principalmente os idosos, que ainda
se orgulham da &amp;quot;grande Hungria&amp;quot; (antes de perder territorios na I
Guerra Mundial). Alem disso, senti que falta ao pais uma melhor
infraestrutura para turismo, principalmente no que se refere a lingua.
Poucos falam ingles e muitas coisas so estao escritas em hungaro. O
Karsci reclamou bastante do primeiro ministro e dos problemas
economicos. Parece que a Hungria e um dos piores paises da regiao no
momento (competindo com a Romenia). Os impostos sao altos e as empresas
estao indo para a Eslovaquia).
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      <link>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/16831/Hungary/Budapeste</link>
      <category>Travel</category>
      <category>Hungary</category>
      <author>kutnerdaniel</author>
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      <pubDate>Fri, 21 Mar 2008 03:01:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Oxford e Basingstoke</title>
      <description>
10/Março: Às 9:00 saímos para uma viagem organizada por uma entidade da Universidade para Oxford. O grupo era bem grande e fomos em dois ônibus. Chegamos cerca de 1h20 depois e tivemos cerca de duas horas de tempo livre antes de termos um walking tour pela cidade. Isso não foi muito legal porque não sabíamos o quê iríamos ver no tour e, então, ficamos muito indecisos quanto ao que ver antes. Tentamos entrar em um College, na biblioteca, mas por um motivo ou outro, não conseguimos. No fim, eu e a Armgard, uma alemã, fomos ao Museum of Oxford. Apesar de termos tido que correr, acho que valeu a pena. O museu conta a história de Oxford desde a pré-história até os tempos da Universidade. Por exemplo, a cidade se chama Oxford porque naquela região era possível fazer com que o gado atravessasse o rio (ainda é o Thames e ele se divide em dois ou três afluentes). Ox é significa touro e ford é um local onde é possível atravessar um rio porque ele não é muito profundo. Mais tarde, durante o domínio romano, a cidade não foi muito explorada. Somente lá pelo século VIII é que os Saxões muraram a cidade e ela começou a crescer. Saímos sob uma chuva bem desagradável do museu e fomos ao walking tour. Tivemos que nos dividir em grupos de dezenove pessoas (era o número máximo permitido para entrar em alguns lugares). Nosso guia era um velhinho bem engraçado que era um policial aposentado. Antes da caminhada, ele nos explicou como funciona a Oxford University. Lá existem trinta e nove Colleges, para os quais o aluno pode se aplicar e é onde os alunos moram. Você pode fazer qualquer curso independentemente do College que escolheu. Nestes Colleges há um tutor para cada aluno para um acompanhamento bem individualizado (Cambridge e Oxford são os únicos lugares onde há tutores desse jeito). A maioria das aulas, entretanto, não é nos Colleges e sim nos prédios da Universidade. Pelo que eu entendi, os alunos têm provas apenas no fim do curso. Passamos em frente ao Pembroke College, passeamos pelos jardins do Christ Church College e entramos na capela do Merton College. Em Christ Church, estudaram vários que vieram a ser primeiros-ministros e Lewis Carroll (autor de Alice’s Adventures in Wonderland). Lá também foi filmado Harry Potter, mas o salão onde foi feita a filmagem é bem mais caro para entrar do que o resto do prédio. Lá, por enorme coincidência, acabei encontrando o Xena com os amigos dele da FGV. No fim, acabamos não entrando em nenhum dos Colleges. Os alunos estão saindo de lá porque eles têm férias agora, então muitos estavam fechados para visitação. Merton College, fundado em 1264, é dos mais antigos. Passamos também pela biblioteca, que é uma das maiores do Reino Unido, com mais de nove milhões de títulos! Lá do lado está também o primeiro prédio da Oxford Press, uma das maiores editoras de livros do mundo. Continuamos a caminhada pelo All Souls College, um dos poucos que só têm estudantes de pós-graduação, por onde passou Bill Clinton. Depois do passeio, eu e o James, um americano, fomos para o The Ashmolean, um museu de arte e arqueologia. Lá vimos algumas obras de Manet, Monet, Degas, Rodin etc. No ônibus de volta, conheci um casal de brasileiros! O Carlos está fazendo doutorado pela UFSC em engenharia e vai passar um ano aqui. A Raquel, mulher dele, está terminando o TCC da faculdade de Letras aqui. Batemos um bom papo e peguei o contato deles para combinarmos alguma coisa eventualmente.
No domingo, fui a Basingstoke, uma cidade a uns 40 minutos daqui, jogar um campeonato de pólo. Fomos num minibus que os próprios jogadores dirigem. A Universidade aluga o veículo e oferece uma espécie de treinamento para que eles possam dirigir esse minibus. Os jogos eram mais curtos (metade do tempo normal). Ganhamos duas e perdemos duas. Acho que acabamos em segundo. Valeu pela viagem com o pessoal do pólo e por jogar em uma piscina funda (dos dois lados).
Segunda, o tempo fez jus à fama britânica. Choveu muito (com poucas interrupções) e ventou tanto que às vezes achei que fosse ser levado. Li em alguns lugares que foi uma das piores tempestades por aqui dos últimos anos.
</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/16325/United-Kingdom/Oxford-e-Basingstoke</link>
      <category>Travel</category>
      <category>United Kingdom</category>
      <author>kutnerdaniel</author>
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      <pubDate>Mon, 10 Mar 2008 22:05:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Fim de semana, Cats e 20 anos...</title>
      <description>

06/Março: O último fim de semana foi meio sem graça. Não tínhamos nenhuma atividade especial programada. Na sexta, finalmente achei a Jewish Society. Fui num jantar de Shabat em que havia eu e mais cinco pessoas. No entanto, valeu a pena. O pessoal pareceu legal e parece que eles jogam futebol uma vez por semana. Talvez dê pra jogar também. Além disso, são todos de London e um deles (o que gostava de futebol) deu umas dicas de como escolher os jogos bons pra ir e pagar valores aceitáveis. No sábado corri a tarde e à noite fomos a um pub chamado The Mitre. Acabamos ficando pouco tempo por lá. Depois de jogar um pouco de sinuca, voltei pra casa. No domingo, resolvi fazer um trabalho de inglês. Quero terminar todas essas pendências antes de ir viajar. Fiquei uma boa parte do dia trabalhando nisso. Quando estava quase acabando, deu algum problema no meu pendrive e eu tive que refazer uma parte do trabalho. Pelo menos, acabei! À noite fui ao pólo e depois assisti Fracture no laptop. O filme é bem legal.
Segunda, enfim, fizemos alguma coisa diferente. Fomos ver o musical Cats. O teatro daqui, The Mayflower, é bem grande. Ele até é bonito, mas as paredes azul-turquesa são um pouco estranhas. De qualquer maneira, o musical foi muito bom mesmo! Todo o cenário, as músicas, as roupas e as performances foram excelentes. Valeu muito a pena mesmo. Acho que todos gostaram bastante.
Terça foi um dia cansativo. Primeiro, porque na segunda de madrugada fizeram muito barulho no meu flat e eu não dormi bem. Segundo, porque fiquei o dia todo na Universidade. Tive aulas de manha, fiquei fazendo uns trabalhos à tarde e ainda tive uma aula no fim da tarde. Combinei com o Jouni de assistirmos a UEFA Champions League aqui no Stag's (o pub da Universidade). No dia quatro à noite tive uma surpresa. Eu havia comentado com as meninas do meu flat do meu aniversário. Elas colocaram umas faixas de “Happy Birthday!”. Desde que eu cheguei aqui, as três fizeram aniversário, então as faixas ainda estavam por aí, mas achei bem simpático de qualquer jeito. 
Fazer 20 anos é uma sensação estranha. Acho que, independentemente de onde eu estivesse, seria assim. Por um lado, eu sinto que o tempo está passando muito rápido, mas sei que estou aproveitando esse tempo da melhor maneira possível. Reflexões à parte, foi muito legal receber ligações (mesmo que tenha me acordado, viu?), e-mails, skypes, MSNs, mensagens etc. À tarde fui jogar um futebol com o pessoal da Jewish Society. O indoor football deles é meio estranho, mas valeu porque já tava com saudades do futebol. Eles jogam seis contra seis numa quadra de salão e num tem lateral nem escanteio. É uma “caixa” e o gol tem a largura de um gol de futebol de salão e um metro de altura (não entendi a lógica). Você pode chutar a bola nas paredes e tal. Como não tem gente suficiente, eles chamam uns amigos e foram dois camaroneses e um polonês. Em geral, o pessoal é limitado, mas tem um ou outro que sabia jogar.
À noite fomos à casa do Jouni comer pizzas. Os meus amigos me deram uns presentes (chocolates e cookies) e um cartão que canta “Parabéns a você”! Foi muito legal. De lá partimos para o Jester’s, onde tivemos uma noite muito engraçada. Meus amigos do pólo também foram lá. Deu pra se divertir. Voltamos umas duas da manhã de táxi. Por sorte, não tenho aula cedo na quinta.
</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/16179/United-Kingdom/Fim-de-semana-Cats-e-20-anos</link>
      <category>Travel</category>
      <category>United Kingdom</category>
      <author>kutnerdaniel</author>
      <comments>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/16179/United-Kingdom/Fim-de-semana-Cats-e-20-anos#comments</comments>
      <guid isPermaLink="true">https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/16179/United-Kingdom/Fim-de-semana-Cats-e-20-anos</guid>
      <pubDate>Thu, 6 Mar 2008 21:19:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Easter Break, pólo e house party</title>
      <description>

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;28/Fevereiro&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;:
No começo da semana comprei minhas passagens pra viagem do &lt;i&gt;Easter Break&lt;/i&gt; daqui (são quatro semanas). Comprei a ida de
London-Budapest pro dia 15/03 e a volta Berlin-London pro dia 12/04. Comprei
anteontem (dia 26/02) um passe de trem que me permite viajar por alguns países
do leste europeu, mas ele ainda não chegou, então ainda estou um pouco
apreensivo. O plano é o seguinte: &lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;1.&lt;span&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Ficar uns quatro ou cinco dias em
Budapest&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;2.&lt;span&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Partir pra Ljubljana (Slovenia) e
ficar uns três dias ali. O passe de trem não inclui a Slovenia, então ainda não
sei como vou&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;3.&lt;span&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;De Ljubljana ir pra Vienna, onde
devo ficar uns quatro dias. Acho que vou fazer uma &lt;i&gt;day trip&lt;/i&gt; pra Bratislava (Slovakia) de lá porque a viagem dura cerca
de uma hora e as pessoas com quem conversei me aconselharam a privilegiar
Ljubljana&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;4.&lt;span&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;De Vienna ir pra Prague de trem
(provavelmente à noite) e lá ficar por uns quatro dias também&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;5.&lt;span&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;A próxima parada deve ser Krakow, de
onde eu pretendo partir pra dois passeios: Auschwitz-Bikenau e Wieliczka, uma
mina de sal que falam que é bem legal de visitar. A idéia é ficar ainda mais um
dia pra conhecer a cidade mesmo&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;6.&lt;span&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;De trem eu iria pra Warsaw, onde
pretendo ficar mais uns três dias&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;7.&lt;span&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;A última parada seria Berlin para
uma estadia de quatro ou cinco dias&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Na terça teve um &lt;i&gt;social&lt;/i&gt; do time de pólo daqui. Isso é só um nome bonito pra “sair
pra encher a cara”. Uma das meninas organizou uma espécie de uma gincana e cada
time tinha umas tarefas do tipo tirar foto no banheiro do sexo oposto, tirar
foto com peças de roupa trocadas, uma corrida de cerveja (forma uma fila e cada
integrante tem um &lt;i&gt;pint&lt;/i&gt; de cerveja e
tem que beber o mais rápido possível para que o membro seguinte possa começar;
a equipe que acabar antes ganha)... A brincadeira começou às 19hs, eu fui
embora 23hs e os caras ficaram até as duas da manhã. O resultado foi uma série
de fotos de caras seminus pela rua. Ainda bem que eu não fiquei mais. Na quarta
tivemos um jogo contra um time que é considerado bom, jogamos razoavelmente
bem, mas perdemos de 11 a
10. O nosso time é muito desorganizado apesar de ter uns três que caras que
sabem jogar. Eles não sabem a hora de atacar, a hora de defender e a parte
tática é bem ruim, mas o que vale é o social. Saindo de lá fiquei vendo as
fotos da noite anterior com o pessoal e depois fui com o Thomas (intercambista
francês que também joga pólo) para uma &lt;i&gt;house
party&lt;/i&gt;. Valeu a pena pra ver como que é, mas eu estava meio cansado, com
fome e a casa tava lotada. Num dava pra se mexer. Voltei de táxi com uns amigos
que moram aqui no meu alojamento por volta da 1h30.&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/15937/United-Kingdom/Easter-Break-plo-e-house-party</link>
      <category>Travel</category>
      <category>United Kingdom</category>
      <author>kutnerdaniel</author>
      <comments>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/15937/United-Kingdom/Easter-Break-plo-e-house-party#comments</comments>
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      <pubDate>Thu, 28 Feb 2008 04:41:00 GMT</pubDate>
      <slash:comments>1</slash:comments>
    </item>
    <item>
      <title>Salisbury</title>
      <description>

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;22/Fevereiro:&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;
Nessa semana as coisas começaram a ficar mais corridas. Alguns professores
explicaram sobre trabalhos que terão que ser feitos e já deu preguiça. Principalmente
com os de inglês. Um saco! Preciso escrever um texto com base num material que
ela deu sobre diferenças entre alguns aspectos do comportamento entre homens e
mulheres e ainda preciso fazer uma lista das referências que eu usei... Tirando
essas coisas, na quinta (21/02) fomos ao Karaokê, onde eu tomei &lt;i&gt;Guinness &lt;/i&gt;(cerveja irlandesa encorpada),
e eu quase cantei com outros intercambistas. Por sorte, eu num fui porque os
outros três fazem parte do coro e cantam de verdade. Fui pegar o ônibus das
22:50 para voltar para casa e, quando vi que ele estava saindo, corri. Tinham
outras pessoas alguns metros na frente correndo e o motorista parou, mas quando
eu e minha amiga chegamos, ele falou que era tarde demais. Olhei no relógio e
ainda faltavam uns dois minutos pro horário. No fim tive que andar (ainda dei
uma volta maior pra minha amiga num ir sozinha). Na sexta, tive minhas várias
aulas o dia todo (das 9:00 até as 17:30) e no meio do dia a Jaque, que faz
Administração na FEA e vai estar em Torino (Itália), chegou aqui. Ela estava em
London e veio passar o fim de semana aqui. Como íamos para Salisbury no dia
seguinte, resolvemos num fazer nada muito agitado. A Paula (a brasileira que
havia ficado aqui antes) tinha me falado sobre um &lt;i&gt;English Culture Course&lt;/i&gt;. Um professor aposentado e a mulher chamam
estudantes internacionais pra falar sobre aspectos da sociedade inglesa. Fomos
lá e eu num conhecia ninguém, mas o pessoal era legal. A enorme maioria era
oriental, de lugares como China, Hong Kong, Malaysia e Singapura. O professor
(ele chama Richard) falou sobre a história do Parlamento e como as leis são
criadas na Inglaterra. Eles foram bem receptivos. A mulher dele, a Margaret,
preparou uma &lt;i&gt;Shepherd’s pie&lt;/i&gt; pra
todos. É uma torta com batata, vegetais e carne moída e estava muito boa. Na
sobremesa, ela serviu &lt;i&gt;Apple pie&lt;/i&gt;,
sorvete e uma torta de morango. Quando voltamos pra casa, assistimos &lt;i&gt;Rush Hour 3&lt;/i&gt; (já quase dormindo).&lt;u&gt;&lt;o:p /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;23/Fevereiro&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;:
Novamente, nos encontramos em frente ao supermercado no centro e, de lá, fomos
à estação de ônibus. Desta vez nossa viagem reuniu umas trinta pessoas. Pegamos
o ônibus pra Salisbury às 9:50 e a viagem dura uns 40 minutos. Chegando lá,
logo pegamos mais um ônibus, desta vez pra &lt;i&gt;Stonehenge&lt;/i&gt;.
Mais uns 40 minutos de viagem. Apesar de ser meio caro (£7.50 o ônibus pra lá e
£4.70 a entrada), acho que valeu a pena. A gente recebe um áudio que vai
contando um pouco da história. Confesso que quando cheguei lá esperava umas
pedras maiores, mas é bem legal do mesmo jeito. Os pesquisadores têm dúvida
quanto a quase tudo, mas sabe-se que é uma construção de mais de 5000 anos,
reconstruíram algumas vezes (por cima da original), antes havia um outro
círculo de pedras com raio bem maior em volta e as pedras podem ter sido usadas
como uma espécie de calendário (ou pra entender questões de astronomia) porque
durante os dias mais curto e mais longo do ano, o sol bate exatamente em um
certo ponto (acho que é isso). Voltamos pra Salisbury, nos dividimos em alguns
grupos, comemos uns sanduíches (eu comi de atum e também uns &lt;i&gt;cookies&lt;/i&gt;) e pegamos mais um ônibus, desta
vez pra &lt;i&gt;Old Sarum&lt;/i&gt;. Essa é a antiga
Salisbury. É o topo de uma colina de onde dá pra ter uma vista bem legal da
região. Por sinal, estava ventando forte lá. Segundo o que eu li no local, há
mais de 5000 anos o topo da colina é “tratado com respeito” pelas pessoas.
Depois, os celtas chegaram e o transformaram em um forte. Quando os romanos
invadiram (44 d.C.), &lt;i&gt;Old Sarum&lt;/i&gt; virou
um importante posto militar e foram construídas estradas na região e uma
pequena cidade se estabeleceu ao redor. Pouco depois do ano 1000 d.C, &lt;i&gt;William the Conqueror&lt;/i&gt; resolveu construir
um castelo lá. No entanto, hoje só restaram ruínas deste castelo. Mais tarde,
uma catedral foi construída além do fosso, fora do forte. Essa catedral foi
destruída depois que a &lt;i&gt;Salisbury
Cathedral&lt;/i&gt; foi construída. Quando voltamos a Salisbury fomos diretamente
para a catedral. Ela foi construída em apenas um estilo arquitetônico (gótico)
entre 1220 e 1258. Lá está um dos quatro exemplares remanescentes da &lt;i&gt;Magna Carta&lt;/i&gt; (além disso, é o mais
preservado deles). Em 1215, &lt;i&gt;King John &lt;/i&gt;precisava
de apoio dos &lt;i&gt;Lords&lt;/i&gt; (eram eles que
faziam as leis serem aplicadas em todo o território) para governar. No entanto,
a forma como ele queria governar não agradava e, para permanecer no poder, ele
foi obrigado a assinar esta carta, na qual ele garante diversas liberdades às
pessoas e vê seu poder limitado. Logo depois ele tentou anular o documento, mas
não conseguiu. A &lt;i&gt;Magna Carta&lt;/i&gt; é vista
como uma “preparação” para a constituição inglesa depois da Revolução de 1688 (&lt;i&gt;Bill of Rights&lt;/i&gt;) e inspirou diversas
outras constituições modernas. Além disso, a catedral tem a maior torre de
igreja do Reino Unido (123 metros) e o mais antigo relógio em funcionamento
(desde 1386). Ela é enorme e bem bonita mesmo. Dentro há pessoas enterradas e
bandeiras de batalhões de &lt;i&gt;Wiltshire
County&lt;/i&gt; (o condado onde fica Salisbury) que serviram em guerras. Saindo de
lá, caminhamos pela cidade e voltamos pra Southampton.&lt;u&gt;&lt;o:p /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Já aqui, fomos em umas dez pessoas
para a casa da Lisa (austríaca) e pedimos várias pizzas. Assistimos &lt;i&gt;Scary Movie&lt;/i&gt; (que tinha na casa).
Voltamos e fomos dormir porque a Jaque ia voltar pra London domingo de manhã.&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/15765/United-Kingdom/Salisbury</link>
      <category>Travel</category>
      <category>United Kingdom</category>
      <author>kutnerdaniel</author>
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      <pubDate>Sat, 23 Feb 2008 20:49:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>London com Andy e Laurinha</title>
      <description>

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;18/Fevereiro&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;:
Estou de volta a Southampton depois de mais um fim de semana sensacional em
London. Cheguei na sexta (15/02) à noite e saímos pro Café 1001 com o Alonso,
amigo mexicano da Andy. Falei com o Xena e ele também foi lá com uns amigos.
Como o bar fechava à 1:00, ficamos um bom tempo decidindo se íamos pra balada.
Acabamos desistindo de ir, mas antes de voltarmos, passamos num Mc Donalds,
onde as amigas (brasileiras que também estudam na França) da Laurinha estavam. Marcamos
com essas meninas de nos encontrarmos em &lt;i&gt;Hyde
Park&lt;/i&gt; no sábado para um &lt;i&gt;Free Tour&lt;/i&gt;,
mas nem elas, nem nós fomos. A gente se desencontrou e elas não estavam com
celular. Fomos, então, pra &lt;i&gt;Buckingham
Palace&lt;/i&gt; (que era a segunda parada do Tour), mas elas num foram e a gente num
teve paciência pra esperar a troca da guarda. Daí partimos pra &lt;i&gt;Hyde Park&lt;/i&gt;, um dos enormes parques no
meio da cidade. Tomamos um café na beira do lago (também tem seus patos como o
Ibirapuera). Seguimos pro &lt;i&gt;Speaker’s
Corner&lt;/i&gt;, um local do parque onde qualquer um pode falar o que bem entender.
Infelizmente, num tinha ninguém se pronunciando quando passamos por lá.
Aproveitando o dia bonito que fazia (aliás, só pegamos dias com céu 100%
azul!), fomos passear por Chelsea, um bairro residencial e chique lá perto.
Compramos uns sanduíches e fizemos um pic-nic do lado (de fora) de um jardim
particular por lá. Voltamos pra casa da Andy e descobrimos (através de um guia)
o &lt;i&gt;The Centrale&lt;/i&gt;, um restaurante
alternativo (tinha sido freqüentado pelo Sex Pistols e, dizem, até por membros
da família real). Demoramos muito pra achar a tal da rua, que ninguém sabia
onde era. Quando achamos, nos deparamos com uns tapumes. O restaurante tinha
sido fechado há um ou dois anos. Depois, nos encontramos com o Rabe (um
ex-madrich que está morando em London) e fomos a &lt;i&gt;Brick Lane&lt;/i&gt;, bairro com boa vida noturna, e comemos uns Bagels num
lugar, que o guia também indicava. Entramos em outro bar/balada (pertinho do
Café 1001), e, convidados pelo Rabe, tomamos uns pints (chopp). No domingo,
fomos em um Beatles Tour. O nosso guia, um cara muito engraçado que falava com
uma entonação estranha e cuspindo, nos levou por alguns dos principais pontos
por onde os Beatles passaram depois que mudaram (de Liverpool) pra London.
Fomos à MPL (produtora do Paul McCartney), Carnaby Street (rua famosa por
lançar tendências de moda), Soho (onde tinha um mural inspirado na capa do &lt;i&gt;Sgt. Pepper’s&lt;/i&gt;) e Trident Studio (onde os
Beatles gravaram muitas músicas, &lt;i&gt;Hey Jude&lt;/i&gt;
dentre elas). Passamos também pelo lugar onde John Lennon e Yoko Ono se
conheceram, onde o John conheceu o Steve Wonder, numa casa de shows onde dizem
que começou a &lt;i&gt;Beatlemania&lt;/i&gt; e num
prédio onde eles tocaram no teto e, logo depois, foram presos. Enquanto
andávamos, ele contava histórias, desmentia boatos e mostrava fotos. Terminamos
na Abbey Road e, lógico, tiramos nossas fotos atravessando a rua. Depois do
tour, a Laurinha foi encontrar a prima e outra parte da família, enquanto eu a
Andy passeamos pelo &lt;i&gt;Regent’s Park&lt;/i&gt;, um
parque enorme onde tinha um monte de gente jogando futebol, inclusive com
alguns campos que pareciam bem bons. Saímos do parque e fomos pra Baker Street,
onde fica o museu do Sherlock Holmes (não entramos). Comemos num Subway por ali
e depois passamos em frente a &lt;i&gt;University
of Westminster &lt;/i&gt;(onde ela está estudando) e do museu &lt;i&gt;Madame Tussauds &lt;/i&gt;(onde também não entramos). &lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;À noite, encontramos a Laurinha e o
Rabe em &lt;i&gt;Angel&lt;/i&gt;, um outro bairro famoso
pela vida noturna (vimos vários bêbados mais tarde por lá). Comemos num
restaurante oriental (chinês/japonês), onde pedi um frango e arroz com ovos e
tomamos uma cerveja (boa!) chinesa chamada &lt;i&gt;Tsing
Tao&lt;/i&gt;. Saindo de lá, a Laurinha foi dormir na casa da prima, o Rabe foi pra
sua casa e eu e a Andy voltamos pra dela. Na segunda de manhã, a Andy tinha
aula e a Laurinha precisava fazer um relatório. Então, me dirigi pra &lt;i&gt;University College London &lt;/i&gt;pra cumprir
com o dever de um estudante de economia: fui ver o Jeremy Bentham (um dos pais
do utilitarismo), um sujeito que está empalhado (sim, é verdade!) no meio de um
corredor da universidade. Podem ver as fotos no &lt;a href="http://picasaweb.google.com/kutnerdaniel"&gt;http://picasaweb.google.com/kutnerdaniel&lt;/a&gt;
(aliás, só estou colocando as fotos lá agora). De lá fui pra &lt;i&gt;Canary Wharf&lt;/i&gt;, o centro financeiro de
London. O lugar é bem legal. Prédios super modernos e altos às margens do &lt;i&gt;Thames River&lt;/i&gt;. Dá pra ver de longe o
centro da cidade. Nem sei por onde chegam os carros, porque a região é calma,
num tem barulho, bem agradável. A &lt;i&gt;Canary
Wharf Station &lt;/i&gt;fica bem no meio de uma praça central (está cheio de praças
por ali) e é bonita também. Deu vontade de trabalhar por lá... Encontrei a
Laurinha em &lt;i&gt;South Kensington Station &lt;/i&gt;(que
disse que num tinha estudado quase nada) e fomos a alguns museus que ficam por
lá. Primeiro, fomos ao &lt;i&gt;Science Museum&lt;/i&gt;,
que tinha umas exposições interessantes. A parte sobre a história do computador
era bem legal. Tinha um “computador” primitivo pra fazer equações diferenciais
(uma máquina enorme). Passamos por uma parte que tinha o &lt;i&gt;Super Nintendo &lt;/i&gt;e uns outros objetos com os quais convivemos e deu
um medo da “velocidade do tempo”. Fomos também no &lt;i&gt;Victoria and Albert Museum&lt;/i&gt;, que tem uma grande coleção de obras de
arte antigas. Passamos ainda pelo &lt;i&gt;Royal
Albert Hall&lt;/i&gt;, uma das casas de espetáculos mais sofisticadas do mundo. Não
tinha mais tour no dia. Voltando, tomamos um café com a Andy no &lt;i&gt;Starbucks&lt;/i&gt; e nos despedimos. A Laurinha e
a Andy estavam pensando em ir pra Edinburgh no fim de semana, mas acho que não
dá pra eu ir.&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/15589/United-Kingdom/London-com-Andy-e-Laurinha</link>
      <category>Travel</category>
      <category>United Kingdom</category>
      <author>kutnerdaniel</author>
      <comments>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/15589/United-Kingdom/London-com-Andy-e-Laurinha#comments</comments>
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      <pubDate>Tue, 19 Feb 2008 10:39:00 GMT</pubDate>
      <slash:comments>2</slash:comments>
    </item>
    <item>
      <title>Pólo e Jester's</title>
      <description>

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;14/Fevereiro&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;:
Na quarta tivemos um jogo de pólo aquático contra uns caras de uma cidade próxima
daqui. Apesar das condições num serem as ideais, foi legal. Ganhamos com certa
tranqüilidade, apesar da desorganização do nosso time. Fiz dois gols (no lado
que não dá pé). Depois, os times feminino e masculino de foram ao Jester's, um
bar/balada. O lugar tava bem cheio. Os &lt;em&gt;clubs&lt;/em&gt; fazem muitos &lt;em&gt;socials&lt;/em&gt;
nas quartas. A fama que os ingleses têm de beber se confirmou. Os caras ficam
fazendo &lt;i&gt;drinking games&lt;/i&gt; o tempo todo.
Cada grupo com os seus, gritando, cantando, subindo na mesa... Eu fui embora
pouco depois da uma da manhã e tava cheio de gente caindo pelas tabelas. Como não
tinha ninguém pra dividir o táxi, voltei caminhando (pra economizar £10). Deu
uns 35 minutos andando rápido, mas por alguns momentos, achei que fosse
congelar. Tava muito frio!&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Quinta fui comer com a &lt;em&gt;Christian
Union&lt;/em&gt; (tem que aproveitar quando tem comida de graça) e depois fomos ao
Que Pasa. Desta vez, o bar estava mais vazio, menos agitado. Num foi tão legal;
portanto, estamos estudando o que fazer na próxima semana. Voltei pra Bencraft
meio cedo porque tenho aula sexta as 9:00 e tinha que arrumar minhas coisas pra
ir pra London encontrar a Laurinha e a Andy.&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/15586/United-Kingdom/Plo-e-Jesters</link>
      <category>Travel</category>
      <category>United Kingdom</category>
      <author>kutnerdaniel</author>
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      <guid isPermaLink="true">https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/15586/United-Kingdom/Plo-e-Jesters</guid>
      <pubDate>Tue, 19 Feb 2008 10:37:00 GMT</pubDate>
      <slash:comments>0</slash:comments>
    </item>
    <item>
      <title>Winchester e começo da semana</title>
      <description>
    

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;·&lt;span&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;10/Fevereiro&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;:
Acordamos cedinho e como nos dias anteriores não tinha estado tão frio, nem
levei o casacão. Tivemos que andar até a Universidade porque no domingo o
ônibus começa a passar às 8:30 (acho) e tínhamos que estar essa hora no centro.
O sol ainda estava nascendo e eu quase congelei de frio. Nos encontramos na
cidade e de lá pegamos o ônibus pra Winchester. A viagem durou menos de meia
hora. Estávamos em 15 intercambistas (Holanda, Alemanha, Áustria, França,
Turquia, Finlândia e Espanha, além do Brasil!) e uma das meninas tinha um guia.
A cidade é pequena e tem toda umas história da Idade Média. Ela foi capital da
Inglaterra nos séculos X e XI e ainda tem várias construções desses tempos.
Assistimos a um culto com coro na Winchester Cathedral. No fim cansou um pouco,
mas valeu. Seguimos andando e seguimos andando, passando pelo Wolvesey Castle,
antiga moradia do bispo, onde não pudemos entrar. Fomos ao Winchester Castle,
contruído no século XII. Lá fica o Great Hall, onde está pendurada a Round
Table (Távola Redonda) do Rei Arthur desde 1400 e alguma coisa. Originalmente,
ela num era pintada, mas foi pintada em 1522. Pesa uma tonelada! Passamos em
frente a Winchester College, mas a visita guiada começava mais tarde. Portanto,
fomos a um restaurante antes. Acabamos demorando um pouco no restaurante e
depois tivemos que correr pra num perder a visita. Winchester College foi
fundada em 1382 e, segundo nossa guia (uma velhinha muito engraçada), é a
escola mais antiga do Reino Unido. O criador chama-se William of Wykeham e era
um bispo na época. A escola é daquelas ultra-tradicionais; até hoje, só aceitam
meninos de 13 a
18 anos. Eles dão um tempo pros meninos se “adequarem” às maneiras que eles
julgam educadas. Caso você não se encaixe, será expulso. Eles oferecem bolsas
para 70 “alunos brilhantes” e todos têm que assistir aos cultos. Se você tiver
dinheiro, também pode estudar lá: custa £26,000/ano (lembrem que não é
faculdade)! Eles são tão tradicionais que os 70 bolsistas ainda usam em algumas
ocasiões os pratos originais (do século XIV). As portas são as mesmas, a
cozinha é a mesma... Têm outros prédios construídos depois (assim mesmo há
muito tempo) que também possuem gravuras, esculturas muito antigas. Nossa guia
nos contou que os produtores de Harry Potter sondaram Winchester College pra
gravação dos filmes, mas a escola não era grande o suficiente e a gravação foi
em Oxford. No entanto, as torres de Hogwarts teriam sido inspiradas nas
“genuínas torres medievais de Winchester College”. Saindo de lá, ainda deu
tempo de achar a casa onde Jane Austen morou seus últimos anos. Parece que ela
gostava dessa região do país; ela morou em Southampton também.&lt;u&gt;&lt;o:p /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Voltamos, fui ao treino de pólo e
depois ainda assistimos &lt;i&gt;Little Miss
Sunshine&lt;/i&gt; no quarto da Neus. &lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;·&lt;span&gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;11/Fevereiro&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;:
Já que segunda num tenho aula, acordei umas 10:00 e tomei café com calma. Não
tenho paciência pra ficar o dia todo aqui sozinho. Então fui à Universidade ler
um pouco, estudar um pouco de Development Economics e levei uns sanduíches pro
almoço. À tarde encontrei o Jouni (finlandês) e comemos um lanche. A &lt;i&gt;Christian Union&lt;/i&gt; está fazendo uma semana
especial de eventos, onde eles servem jantar e discutem a religião depois. A
gente foi no jantar e depois foi embora. Muita gente faz isso. Acho que já ta
nas contas deles. À noite a Laia, a Eliana e o David vieram aqui no meu quarto
e a gente assistiu a &lt;i&gt;National Treasure:
Book of Secrets&lt;/i&gt;, que eu tinha baixado. &lt;u&gt;&lt;o:p /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;·&lt;span&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;12/Fevereiro&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;:
Hoje acordei “cedo” pra is às aulas. Cedo entre aspas porque a primeira aula
aqui começa às 9:00. Pra quem está acostumado a ter aula às 7:30, o horário é
bem tranqüilo. Tive Industrial Economics e Development Economics. A primeira,
por enquanto ta muito parecida com Microeconomia II (que eu já fiz no Brasil).
A segunda está interessante. Tenho lido o livro que eles recomendam como
referência. É engraçado ver como eles vêem os &lt;i&gt;LDC’s&lt;/i&gt; (Less Developed Countries). Parecem escutar os professores,
mas num sabem exatamente do que se trata. Na semana passada, o professor estava
falando de infraestrutura (da falta dela) e, ao mostrar uma foto de uma estrada
de terra na África em péssimo estado, acho que o pessoal nem acreditou muito.
Fizeram umas caras estranhas. Na verdade, isso é impressão. Ainda num tive
aulas de discussão, nas quais posso ouvi-los falar mesmo. Depois das aulas, li
um pouco, almocei e fui pro centro fazer umas compras. No fim da tarde fui de
novo no jantar gratuito e depois fomos assistir a um filme na Universidade: &lt;i&gt;Atonement&lt;/i&gt;. Voltando, como ainda tava com
fome, vocês podem até não acreditar, comi um salmão que cozinhei (com minhas
próprias mãos). Ficou bem bom! De verdade. &lt;u&gt;&lt;o:p /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/15284/United-Kingdom/Winchester-e-comeo-da-semana</link>
      <category>Travel</category>
      <category>United Kingdom</category>
      <author>kutnerdaniel</author>
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      <pubDate>Tue, 12 Feb 2008 22:12:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Outros intercambistas...</title>
      <description>

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;·&lt;span&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;8/Fevereiro&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;:
Na quarta teve uma palestra para todos os intercambistas que acabaram de chegar
e foi uma oportunidade de conversar e ver quem são as pessoas que estão na
mesma situação. Fui a um treino de pólo também, mas o problema é que um dos
lados da piscina dá pé. Além disso, o treino é bem desorganizado. Tem um ou
outro que sabe jogar, mas o negócio é mais pelo social do que qualquer outra
coisa. Tem um cara de Malta que ta morando lá faz um tempo já que pareceu bem
gente fina.&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Na quinta tive só uma aula e fui à
cidade comprar um adaptador de voltagem pro meu George Foreman. Quando fui
cozinhar à noite ele não funcionou e o fogão do meu flat também num estava
funcionando. Portanto, fui a um flat do andar de cima cozinhar (fiz bifes na
frigideira e arroz e ficaram comestíveis!) e conversei com um holandês que mora
lá. Depois, fomos a um bar onde estudantes internacionais costumam se reunir às
quintas chamado Que Pasa. Foi divertido e deu pra conversar com vários outros
intercambistas. &lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Hoje, voltei na loja do adaptador
pra trocá-lo e descobri que a potência dele não agüenta a do George Foreman e
que eu tinha queimado ele. Vou ter que continuar com a frigideira por enquanto.
À noite, eu, duas espanholas, o holandês e uma portuguesa (que já mora há anos
aqui) pedimos umas pizzas no Bloco B do alojamento e foi legal. Ficamos batendo
papo até uma meia noite. Ainda não tenho grandes planos pro fim de semana.
Vamos ver o que acontece.&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;·&lt;span&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;9/Fevereiro&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;:
Ontem à noite percebi que tinha esquecido meu estojo na biblioteca. Fiquei bem
irritado. Acordei hoje, tomei meu café da manhã e fui até lá ver se tinham
achado, mas já conformado em ter que comprar coisas novas. Por sorte, tinham
achado e guardado. Aproveitei que estava lá e li um pouco. Voltei pra cá e logo
combinei com o Jouni (um finlandês) de irmos ao centro da cidade dar uma volta.
Demos uma andada por lá (fui um guia pra ele já que já andei bastante por lá),
passando pelas docas e depois fomos até o estádio do Southampton (Saints) –
onde eu ainda não havia estado – e vários torcedores já estavam por lá pro jogo
de hoje (que eu nem sei contra quem é). Muitos aglomerados em bares num
“esquenta” pro jogo. &lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;O dia estava bem bonito, com o céu
azul. Nos últimos dois dias nem precisei usar um casacão, o moleton foi
suficiente. Voltando paramos na Universidade pra comprar uma passagem pra
Winchester pela internet. Os intercambistas estão combinando essas viagens aqui
perto. É uma &lt;i&gt;day trip&lt;/i&gt; e acho que leva
cerca de meia hora pra chegar lá. Depois eu conto o que se faz em Winchester. À
noite as espanholas (Laia e Neus) me chamaram pra jantar na casa de outro
espanhol, o Juanjo. O cara nos recebeu muito bem. Foram italianos e outros
espanhóis também. Cada um levou alguma coisa (pizzas, sanduíches, chips etc). A
Laia e a Neus moram aqui em Bencraft Court também (mas em outro bloco), então
voltamos juntos meio cedo porque amanhã temos que acordar bem cedo pra nossa
viagem.&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/15173/United-Kingdom/Outros-intercambistas</link>
      <category>Travel</category>
      <category>United Kingdom</category>
      <author>kutnerdaniel</author>
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      <pubDate>Sat, 9 Feb 2008 23:11:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Fim de semana e começo das aulas</title>
      <description>

&lt;div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;3/Fevereiro&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;:
Pra variar, fui ao campus por outro caminho, dando uma volta maior (o caminho
que o ônibus faz). Nada de especial por ali. É uma zona mais residencial. Dei
uma volta da Universidade e depois peguei um ônibus para a região das docas,
onde se encontra o Maritime Museum. Desta vez, entrei lá e valeu a pena. Ele
conta um pouco da história mais recente de Southampton. O porto moderno é de
meados do século XIX, com diversas reformas ao longo do tempo. Aos poucos, ele
foi adquirindo o posto de principal porto de passageiros do Reino Unido. A
posição geográfica dele tem vantagens a respeito das marés, o que facilita o
acesso a embarcações grandes. Foi de lá que saiu o Titanic, por exemplo. No
museu, há toda uma exposição bem interessante sobre ele. Dados, histórias,
apetrechos de sobreviventes etc. Com o desenvolvimento do transporte aéreo,
Southampton voltou a ser um porto para transporte de carga, o que continua
sendo até hoje. &lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Saindo do museu, caminhei por uns
muros bem antigos, que remetem à Southampton medieval. Lá pelos séculos XIII e
XIV, a lã produzida no Reino Unido era armazenada aqui e os barcos de Genova e
Veneza vinham buscá-la para fazer a distribuição.&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt; Almocei uns sanduíches que havia
feito aqui de manhã e fui fazer mais umas compras, antes de voltar pro
alojamento.&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt; Mais pro fim da tarde fui ao cinema
da Universidade ver Ratatouille e depois assisti à metade do Superbowl no Pub
da Universidade, onde consegui conversar com um pessoal que mora no flat do
lado. Voltei a pé porque já não tinha mais ônibus.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;

&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;5/Fevereiro&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;:
Hoje, segundo dia de aula, encontrei alguns intercambistas, com quem fui jantar
num restaurante. Duas americanas de Wisconsin, uma finlandesa e um finlandês. O
pessoal pareceu simpático. As americanas já pareciam mais enturmadas, apesar de
terem chegado há poucos dias. Elas estavam combinando com alguém de ir num jogo
de futebol do time daqui de Southampton (da 2&lt;sup&gt;a &lt;/sup&gt;divisão), mas custa
£20 e num me parece valer a pena. Quem sabe eu economize nesse pra gastar num
da Premier League em Londres. &lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Quanto às primeiras aulas (de ontem
e de hoje), na primeira semana são só as lectures (aulas expositivas) e assisti
Empirical Finance, Industrial Economics, Development Economics, Macroeconomic
Policy e Issues in Third World Politics. A de finanças pareceu interessante, a
industrial é parecida com microeconomia (ainda num sei se é muito ou pouco
parecida), a de Desenvolvimento pareceu legal também, a de Macro é
macroeconomia em economias abertas e a de política parece interessante, mas eu
vi as leituras que exige e acho que não vou fazer. No fim das contas, como
posso escolher minhas matérias ainda, devo fazer 3 matérias: Industrial,
Development e Public Economics (que ainda não tive). Acho que com essa carga
deve dar pra estudar e viajar, já que assim eu deixo minha segunda sem aulas.
Preciso ainda me familiarizar com os métodos deles. Tudo é em PowerPoint e
todos já chegam com a apresentação impressa. Além disso, tenho que xerocar (ou
eventualmente comprar) os livros. &lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div&gt;

&lt;/div&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/15012/United-Kingdom/Fim-de-semana-e-comeo-das-aulas</link>
      <category>Travel</category>
      <category>United Kingdom</category>
      <author>kutnerdaniel</author>
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      <pubDate>Wed, 6 Feb 2008 10:17:00 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>Gallery: Southampton</title>
      <description>As voltas pela cidade</description>
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      <category>Travel</category>
      <category>United Kingdom</category>
      <author>kutnerdaniel</author>
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      <pubDate>Sat, 2 Feb 2008 23:30:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Volta a Southampton</title>
      <description>

&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;1ͦ&lt;span&gt; &lt;/span&gt;de Fevereiro&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;: Enquanto estava em Londres, recebi um
     e-mail da Paula (a menina da FEA que passou esse semestre aqui). Ela
     estava pra ir embora, mas ainda deu tempo de almoçarmos na sexta. Fui pro
     campus a pé (é uma caminhada de uns 15/20 minutos) pra conhecer o lugar melhor,
     andei um pouco, fui à biblioteca... Nos encontramos do lado do restaurante
     do campus e ela trouxe 3 amigas (duas russas e uma alemã) que estudavam na
     Alemanha e também tinham vindo passar o semestre aqui. Depois do almoço,
     chegou mais um alemão que faz Phd lá e batemos um papo. A Paula me deu
     várias dicas e depois nos despedimos. Eu fui pro centro procurar as docas.
     Cheguei bem na hora do pôr-do-sol e tirei umas fotos. Depois fiz compras
     no Asda (supermercado barato daqui) e voltei pro alojamento. &lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;2/Fevereiro&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;span&gt;: Acordei e fui caminhando pro
     campus de novo. Lá, eu fui ler um pouco na biblioteca. O campus tava bem
     vazio. Aí fui pro centro e caminhei muito por lá. Dei voltas e mais voltas
     e tô começando a me localizar melhor na cidade. Em vários lugares, se
     encontram referências ao Titanic (o Titanic saiu daqui de Southampton).
     Tem um Museum Marítimo por aqui que deve falar mais sobre isso. Depois, achei
     as salas de cinema, mas o ingresso mais barato pra estudante é de £5.80
     (5.8 x 3.5 = R$ 20.30), bastante caro pra nós mortais brasileiros. O
     melhor esquema parece que é um cinema da universidade que tem filmes uma
     ou duas vezes por semana e dá pra fazer uma carteirinha pra todo o
     semestre. Preciso me informar. Depois das minhas caminhadas, descobri um
     Pub onde ia passar England x Wales pelo Torneio das Seis Nações de rugby.
     Apesar de todas as minhas opções de programas, decidi por esta. Cheguei lá
     pouco antes das 16h30 e assisti ao jogo. O primeiro tempo foi dominado
     pela Inglaterra, que chegou a abrir grande vantagem. No segundo tempo o
     jogo tava meio morno, até que no fim o País de Gales empatou e virou,
     deixando a maioria dos presentes puta da vida e alguns Galeses também
     presentes muito felizes. Destaque pra cerveja que o pessoal tomava em
     jarras de uns 2 litros, que a princípio era pra ser dividida, mas eles
     pediam tantas que cada um toma facilmente uma no fim das contas (incluindo
     mulheres). Saindo do bar passei um friozinho e peguei meu ônibus de volta
     pra cá.&lt;o:p /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/14872/United-Kingdom/Volta-a-Southampton</link>
      <category>Travel</category>
      <category>United Kingdom</category>
      <author>kutnerdaniel</author>
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      <pubDate>Sat, 2 Feb 2008 22:23:00 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>Gallery: London</title>
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      <link>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/photos/8425/United-Kingdom/London</link>
      <category>Travel</category>
      <category>United Kingdom</category>
      <author>kutnerdaniel</author>
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      <pubDate>Fri, 1 Feb 2008 23:23:00 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>London com a Andy</title>
      <description>
&lt;p&gt;Cheguei em Southampton no Domingo. Cheguei em Bencraft Court (meu alojamento) e descobri que as coisas são mais complicadas do que eu pensava. Eu divido banheiro e cozinha com mais 6 pessoas, mas achei que num tivesse que comprar panelas, frigideiras, pratos, talheres, etc. Pois é, estava errado. Saí na segunda pra comprar essas coisas. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quanto ao pessoal daqui, há uma chinesa (que mora aqui faz mais de um ano, mas é bem quietinha), um metaleiro que estuda física (acho que esse cara me acordou uma das noites ao chegar aqui gorfando), um cara que estuda alguma engenharia, uma menina que estuda enfermagem, uma que estuda fisioterapia e alguém que eu ainda num conheci. Percebi que tirando as meninas (fisio e enfermagem) que parecem ser amigas, os outros não são amigos. Eles trazem amigos de outros lugares ou vão pra casa dos amigos. Por isso, está difícil pra me enturmar enquanto não começam as aulas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nessa situação, falei com a Andy R. e fui pra London passar 3 dias com ela. Na terça-feira, cheguei por volta das 11 da manhã (a viagem demora entre 2h30 e 3h) e chega em Victoria Station, próximo à Thilerby Road (rua dela).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;u&gt;29/janeiro:&lt;/u&gt; logo que cheguei, saímos pra comprar um colchão inflável (que eu estreei) pras visitas dela.  Depois, saímos pra passear.  Andando, cruzamos com as Westminster Abbey (onde são coroados os monarcas lá) e Cathedral. Depois, passamos por Parliament Square, Big Ben e London Eye (a roda gigante bem alta). Isso fica na beira do Thames River. Rumamos, então pruma exposição de Dalí do outro lado do rio. Tinha várias esculturas e pinturas dele e até algumas do Picasso. Saindo de lá, seguimos caminhando ao lado do rio até chegarmos à Tate Modern Art, uma das galerias mais famosas de arte contemporânea. Demos uma passada rápida por lá, com destaque pra Pop-Art. Voltando pra nossa margem do rio, fomos ao City Centre, onde fica o Bank of England (passamos rapidinho no museu que eu voltei depois) e Liverpool Street. De lá pegamos um ônibus pra Camden Town, bairro alternativo, onde ficam lojinhas de todos os estilos. Eu comi uma pizza e a Andy, sushi (lá estão os imigrantes que num falam inglês e tá cheio de Yakissobas da vida). Pegamos outro ônibus, desta vez pra Piccadilly Circus. Andamos por Regent St., Oxford Circus (rua cheia de lojas) e Leceister Square, onde têm estréias de cinema. Esta região é bem movimentada até a noite. Na volta, tomamos um cappuccino e um chocolate no Starbucks e fomos dormir.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Detalhe pro número de pessoas correndo ou andando de bike ao lado do Thames. O dia todo tem gente correndo e se esquivando no meio da rua.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;30/janeiro:&lt;/u&gt; acordamos umas 9h30 e, como a Andy tinha aula de manhã, fui pro Imperial War Museum, um museu que tem história de várias guerras, nas quais os Ingleses participaram, com destaque pra I e II Guerras Mundiais. Pra quem gosta do assunto é muito interessante. No hall do museu, tem Balas de canhão, mísseis, peças de artilharia, tanques, blindados, aviões, barcos, enfim tudo das guerras. Nos encontramos à tarde no British Museum, um daqueles museus imensos, onde se encontra coisas desde pré-história até século XIX e XX. Num dá pra ver tudo! Precisa de vários dias (aliás, o Imperial War Museum também precisa de muito tempo pra ser visto inteiro). Saindo de lá, fomos até a Aldwych e vimos todo o complexo da London School of Economics. Nos tornamos até membros-visitantes da biblioteca, que é gigantesca. Fomos de lá pra Oxford Circus, entramos na Nike Town (loja da Nike imensa) e entramos na internet de graça na loja da Apple. Conferimos o endereço da Cal K. e fomos jantar lá. Fomos convidados juntamente com um amigo belga dela, que também é arquiteto e conhecemos as outras pessoas do apartamento: uma inglesa (atriz) e um mexicano (o dono, arquiteto). Depois, chegou o namorado da atriz, um sul-africano. Sem querer, o belga e esse cara se conheciam das aulas de capoeira! Voltamos pra casa da Andy lá pra 1h da manhã. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;u&gt;31/janeiro:&lt;/u&gt; hoje estávamos saindo pra ir ver a troca da guarda em Buckingham Palace às 11:30, quando provamos do famoso tempo britânico: começou a chover. Resolvemos tomar um café num Starbucks e depois me despedi da Andy (que tinha aula, depois ía pra Suíça esquiar) e fui ao Bank of England Museum, onde vi toda a história do Banco da Inglaterra com calma. Saí de lá e fui pra Buckingham Palace ver o tal do Palácio. Depois, peguei minhas coisas no prédio da Andy (do lado do Palácio) e voltei pra Southampton.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O saldo dos 3 dias foi muito bom! Passeamos e conhecemos bastante coisa. Fora que a recepção da Andy e da Cal foi 5 estrelas!&lt;/p&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/kutnerdaniel/story/14796/United-Kingdom/London-com-a-Andy</link>
      <category>Travel</category>
      <category>United Kingdom</category>
      <author>kutnerdaniel</author>
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      <pubDate>Fri, 1 Feb 2008 08:31:00 GMT</pubDate>
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