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    <title>Lost in Asia</title>
    <description>Lost in Asia</description>
    <link>https://journals.worldnomads.com/fernandoamarante/</link>
    <pubDate>Thu, 23 Apr 2026 01:37:03 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>NEPAL - Começo, meio e FIM(???)</title>
      <description>&lt;p&gt;&lt;img src="https://s3.amazonaws.com/aphs.worldnomads.com/fernandoamarante/40071/IMG_4932.jpg"  /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Andaram me perguntando o que aconteceu com o blog.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Pois &amp;eacute;, justo agora no auge da jornada, cheguei no Nepal e parei de postar.&amp;nbsp;Bom, resolvi mudar isso e escrevi esse post numa tcada s&amp;oacute;. Vamos l&amp;aacute;:&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Cheguei ao Nepal no dia 26/01 de noite. N&amp;atilde;o deu para ver muita coisa pois Kathmandu estava inteira sem luz, ali&amp;aacute;s logo aprendi que isso &amp;eacute; uma realidade para os nepaleses, eles passam a maior parte do dia sem energia. S&amp;atilde;o 2 cortes por dia em diferentes hor&amp;aacute;rios de acordo com a regi&amp;atilde;o e todos sabem em que hor&amp;aacute;rio isso ir&amp;aacute; acontecer. Me instalei no meu quarto e resolvi dormir j&amp;aacute; que estava muito cansado e tinha trazido algum souvenir da &amp;iacute;ndia na minha barriga que estava me deixando indisposto.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;No dia seguinte levantei tarde, ainda indisposto mas resolvi sair para encarar Kathmandu. Fui tentando prestar muita aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o no caminho para saber voltar, acho que as ruas n&amp;atilde;o possuem placas com nome, mas se possuem est&amp;aacute; em nepales e eu n&amp;atilde;o consigo identificar no meio de tanta propaganda. Resolvi seguir uma mulher que estava entrando num beco que na verdade era uma passagem para algum lugar. Quando me dei conta estava em Thamel, que parece um bairro constru&amp;iacute;do para os turistas com tudo que o turista precisa, bares, restaurantes, hot&amp;eacute;is, farm&amp;aacute;cias, supermercados e claro muita lojinha de tudo o que voc&amp;ecirc; pode imaginar. A polui&amp;ccedil;&amp;atilde;o visual te cega no primeiro instante, s&amp;atilde;o tantos est&amp;iacute;mulos que nada se destaca. Mais uma vez prestei o m&amp;aacute;ximo de aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o no meu caminho mas sabia que seria inevit&amp;aacute;vel me perder um pouco.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Andei at&amp;eacute; que encontrei uma padaria com uma cara bastante ocidental, foi l&amp;aacute; onde vi pela primeira vez o senhor com cara de Dalai Lama cantando Rihana. Tomei meu caf&amp;eacute; da manh&amp;atilde; e segui rodando at&amp;eacute; que finalmente me perdi muito. Abri o mapa do iphone e depois de muito esfor&amp;ccedil;o consegui voltar para o local onde estava hospedado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Fiquei com uma impress&amp;atilde;o bastante positiva. Os nepaleses s&amp;atilde;o simp&amp;aacute;ticos, bem humorados e sorridentes. O fato de encontrar diversos tipos de comida tamb&amp;eacute;m me alegrou, depois de tantos dias na &amp;Aacute;sia e alguns contratempos digestivos, &amp;eacute; bom saber que tenho op&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Meus pr&amp;oacute;ximos dias n&amp;atilde;o seriam muito diferentes. Eu escolhia de manh&amp;atilde; alguns lugares para conhecer e depois passava um bom tempo tentando chegar l&amp;aacute;. Com o passar dos dias chegaram alguns outros volunt&amp;aacute;rios at&amp;eacute; que no dia 31/01 estavam quase todos aqui. Jantamos juntos nesse dia e no dia seguinte fomos para uma vila chama Chitlang para fazer uma integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o e receber a orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Quando voltamos para Kathmandu recebemos o lugar onde ficar&amp;iacute;amos alocados. O meu era em Kathmandu mesmo. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;IN&amp;Iacute;CIO DO TRABALHO VOLUNT&amp;Aacute;RIO&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Meu primeiro dia no orfanato come&amp;ccedil;ou muito bem, as crian&amp;ccedil;as curiosas gargalhavam s&amp;oacute; de serem notadas. Todas me receberam da forma mais tradicional, com as m&amp;atilde;os juntas em frente ao peito dizendo namaste, algo t&amp;atilde;o comum para eles mas que me deixou abobalhado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Fui conhecer a diretora do orfanato, uma nepalesa que aparenta ter bem menos idade do que realmente tem. Mulher de fala firme e pensamento &amp;aacute;gil. J&amp;aacute; viajou o mundo defendendo sua causa, esteve inclusive no Brasil e claro que arriscou um pouco de portugu&amp;ecirc;s comigo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Estav&amp;aacute;mos na sala dois funcion&amp;aacute;rios da ong que foram nos apresentar, a diretora, o Cory e eu de volunt&amp;aacute;rios. Ela intercalava o nepal&amp;ecirc;s com o ingl&amp;ecirc;s constantemente para falar com os funcion&amp;aacute;rios da ong na l&amp;iacute;ngua local embora todos falem ingl&amp;ecirc;s fluentemente. Ficou claro que quando eles se isolavam no nepal&amp;ecirc;s estavam falando algo que n&amp;oacute;s n&amp;atilde;o pod&amp;iacute;amos entender. A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o come&amp;ccedil;ou a ficar um pouco incomoda at&amp;eacute; pq eles percebiam que n&amp;atilde;o est&amp;aacute;vamos nada confort&amp;aacute;veis com aquilo e mesmo assim continuavam falando de n&amp;oacute;s. Quanto finamente pararam de falar nepal&amp;ecirc;s ficou no ar a sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que eles tinham combinado o discurso entre eles e agora iriam nos repassar em ingl&amp;ecirc;s. E foi logo na primeira frase dela que eu senti que as coisas n&amp;atilde;o iriam caminhar como eu havia pensado. Ela disse:&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;-Bom, voc&amp;ecirc;s n&amp;atilde;o podem nunca falar que s&amp;atilde;o volunt&amp;aacute;rios. Se algu&amp;eacute;m perguntar v&amp;atilde;o ter que falar que est&amp;atilde;o aqui s&amp;oacute; para ajudar um pouco. O governo n&amp;atilde;o quer volunt&amp;aacute;rios estrangeiros nos orfanatos ent&amp;atilde;o com o visto de turista voc&amp;ecirc;s n&amp;atilde;o poderiam estar aqui.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Cory e eu nos olhamos e parece que combinamos que ir&amp;iacute;amos concordar com tudo e depois discutir&amp;iacute;amos o que fazer. Ela continuou repetindo isso e dizendo que iria procurar algumas atividades que nos ocupassem. Como o orfanato era de crian&amp;ccedil;as cujos pais est&amp;atilde;o no pres&amp;iacute;dio, ela iria nos levar no presidio tamb&amp;eacute;m. Come&amp;ccedil;ou a listar alguns lugares onde poderia nos levar, disse que a gente poderia ajudar com a limpeza, arrumar alguns computadores entre outras coisas, se sobrasse algum tempo talvez pud&amp;eacute;ssemos ficar com as crian&amp;ccedil;as.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;A crian&amp;ccedil;as logo sa&amp;iacute;ram para a escola, n&amp;oacute;s preenchemos um formul&amp;aacute;rio com nossas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e ela nos disse que poder&amp;iacute;amos voltar s&amp;oacute; de tarde depois das 16h. De tarde n&amp;oacute;s voltamos, conversamos mais um pouco com ela, ela nos explicou melhor sobre o projeto, as crian&amp;ccedil;as se apresentaram, algumas cantaram e ficou por isso mesmo. No dia seguinte n&amp;oacute;s dever&amp;iacute;amos estar de volta no final da tarde.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Cory e eu conversamos e ficamos de falar com o coordenador da ONG. No dia seguinte encontrei com a Ari, uma brasileir que conheci aqui, &amp;nbsp;no lobby da minha guesthouse. Ela j&amp;aacute; tinha ido embora dali pois o orfanato dela ficava um pouco afastado ent&amp;atilde;o fiquei surpreso com o encontro. Ela me disse que estava ali para conversar com o coordenador pois estava bastante descontente tamb&amp;eacute;m com o que havia encontrado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Ela ligou para ele e ele veio nos encontrar. Explicamos o que estava acontecendo e s&amp;oacute; ent&amp;atilde;o ficamos sabendo que de fato estrangeiro n&amp;atilde;o pode ser volunt&amp;aacute;rio com visto de turista pois h&amp;aacute; algum tempo algum orfanato teve problemas com alguns volunt&amp;aacute;rios, desde ent&amp;atilde;o o governo mudou a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ele tamb&amp;eacute;m nos disse que em qualquer outro orfanato encontrar&amp;iacute;amos a mesma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Ficamos um pouco sem rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o mas logo todos concordamos que est&amp;aacute;vamos aqui para interagir com as crian&amp;ccedil;as e se isso n&amp;atilde;o fosse poss&amp;iacute;vel o programa n&amp;atilde;o faria sentido. Pedimos o reembolso das taxas que haviam sido pagas e ele concordou em devolver. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;E assim o programa de volunt&amp;aacute;rio internacional no Nepal se deu por CANCELADO para mim!&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;A DURA REALIDADE DO VOLUNTARIADO INTERNACIONAL&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Mais tarde, come&amp;ccedil;amos a conversar, ligar os pontos e tudo passou a fazer muito sentido. Descobrimos que infelizmente algumas das crian&amp;ccedil;as que est&amp;atilde;o em alguns orfanatos do Nepal, sequer s&amp;atilde;o orf&amp;atilde;s. Os pais deixam as crian&amp;ccedil;as no orfanato em troca de uma mesada, assim o orfanato fica cheio de crian&amp;ccedil;as para compor o circo do voluntariado internacional. &amp;Eacute; como se fosse um teatro armado para os volunt&amp;aacute;rios e por tr&amp;aacute;s disso tudo existe muito dinheiro envolvido.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;O voluntariado internacional na maioria das vezes n&amp;atilde;o passa de uma jogada tur&amp;iacute;stica para atrair jovens de pa&amp;iacute;ses desenvolvidos que ao inv&amp;eacute;s de ansiar pela experi&amp;ecirc;ncia do High School nos EUA como n&amp;oacute;s brasileiros por exemplo, mal podem esperar para usar o voluntariado num pa&amp;iacute;s subdesenvolvido como desculpa para fugir dos olhos dos pais e abusar do que julgam ser um lugar totalmente sem regras para encher a cara e experimentar tudo o que encontram pela frente. Como 98% do p&amp;uacute;blico dos volunt&amp;aacute;rios s&amp;atilde;o esses jovens, o produto foi moldado para tal. Ent&amp;atilde;o o trabalho volunt&amp;aacute;rio em si se resume a uma ou duas horas por dia lavando lou&amp;ccedil;a ou sei l&amp;aacute; o que, e o resto do dia eles aproveitam para passear pouco se importando com a pouca ou quase nenhuma intera&amp;ccedil;&amp;atilde;o com as crian&amp;ccedil;as.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Achei uma pena isso tudo mas para mim ficou claro, se quero ajudar, n&amp;atilde;o preciso atravessar o mundo. Sempre tem algu&amp;eacute;m precisando de ajuda por perto.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;Ah, j&amp;aacute; ia esquecendo. Mais um ponto pra &amp;Aacute;sia. Peguei uma bact&amp;eacute;ria que me deixou na cama quase a semana inteira. Perdi f&amp;aacute;cil uns 2Kgs dessa vez. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Aguardem as cenas dos pr&amp;oacute;ximos cap&amp;iacute;tulos.........&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/fernandoamarante/story/97905/Nepal/NEPAL-Comeo-meio-e-FIM</link>
      <category>Travel</category>
      <category>Nepal</category>
      <author>fernandoamarante</author>
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      <pubDate>Sat, 9 Feb 2013 23:41:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Sobre a India</title>
      <description>&lt;p&gt;&lt;img src="https://s3.amazonaws.com/aphs.worldnomads.com/fernandoamarante/39980/India.jpg"  alt="Rota percorrida na India" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Passei mais de 30 dias na &amp;Iacute;ndia. Rodei mais de 5000Km.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cheguei a estar num grupo com mais de 30 brasileiros. O grupo se desmembrou, os dias foram passando, as amizades foram ficando pelo caminho e, por &amp;uacute;ltimo, me despedi da minha irm&amp;atilde;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estou agora no port&amp;atilde;o de embarque para o Nepal. Daqui para a frente sigo viagem sozinho, se &amp;eacute; que &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel estar sozinho numa regi&amp;atilde;o t&amp;atilde;o populosa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Achei que seria interessante registrar minha impress&amp;atilde;o geral da India.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim como um americano desinformado que acredita que n&amp;oacute;s brasileiros convivemos com macacos em nossas ruas, eu tamb&amp;eacute;m cometi alguns enganos com minhas expectativas criadas por ignor&amp;acirc;ncia da minha parte. O primeiro e mais gritante &amp;eacute; o fato de que a India nao &amp;eacute; um pa&amp;iacute;s ZEN. Nem todo mundo medita e pratica Yoga. Ent&amp;atilde;o nao espere encontrar uma na&amp;ccedil;&amp;atilde;o gentil formada por seres evolu&amp;iacute;dos espiritualmente. Na verdade acho que o excesso de pessoas cria neles um instinto de sobreviv&amp;ecirc;ncia que sustenta um individualismo que eu nao esperava. Segundo engano: vacas nao s&amp;atilde;o santos, nao s&amp;atilde;o adoradas e veneradas. Eles s&amp;oacute; nao podem comer a carne e tamb&amp;eacute;m nao maltratam. Elas s&amp;atilde;o como c&amp;atilde;es vira-latas gigantes, lentos e desengon&amp;ccedil;ados que vivem pelas ruas procurando o que comer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O clich&amp;ecirc; "pa&amp;iacute;s de contradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es" fica bastante evidente em pouco tempo com a desigualdade social. Enquanto alguns desfilam em carros de luxo, outros vivem de forma bastante miser&amp;aacute;vel, com pouco ou sem acesso algum a qualquer tipo de estrutura. Muitos lares utilizam esterco de b&amp;uacute;falo, que deixam secar ao sol, como fonte de aquecimento e combust&amp;iacute;vel para o forno. Mas nao &amp;eacute; sem motivo que a India comp&amp;otilde;e o grupo dos pa&amp;iacute;ses emergentes chamado de BRIC (Brasil, R&amp;uacute;ssia, India, China, &amp;Aacute;fric do Sul). Fica claro que o maior atrativo econ&amp;ocirc;mico &amp;eacute; a possibilidade de ganho em escala com uma popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mais de 1.200.000.000 habitantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Possui uma cultura de milhares de anos mas demorou para come&amp;ccedil;ar a se desenvolver economicamente. Aparenta estar num estagio muito similar ao nosso querido Brasil que com seus poucos mais de 500 anos. Mas com um desafio muito maior j&amp;aacute; que cuidar de uma popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse tamanho n&amp;atilde;o &amp;eacute; tarefa f&amp;aacute;cil para governante nenhum. A diferen&amp;ccedil;a de um grande centro para uma pequena cidade &amp;eacute; assustadora, em muitos momentos achei Delhi bem parecida com S&amp;atilde;o Paulo, mas cidades menores ainda possuem esgoto a c&amp;eacute;u aberto circulando por calhas que passam entre a cal&amp;ccedil;ada e a rua.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fica dif&amp;iacute;cil fazer um coment&amp;aacute;rio sobre a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o passando t&amp;atilde;o pouco tempo aqui mas vi na TV alguns comerciais de institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras falando sobre como poupar ou tomar credito para enviar os filhos para estudar no exterior. No entanto, algo que observei e ja mencionei em algum post anterior, &amp;eacute; que a heran&amp;ccedil;a brit&amp;acirc;nica &amp;eacute; not&amp;aacute;vel pela quantidade de pessoas que conseguem se comunicar em ingl&amp;ecirc;s. Enquanto no Brasil isso fica restrito a algumas classes sociais, aqui conseguimos nos comunicar em diferentes lugares, claro que com alguma dificuldade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Embora possua uma mulher ocupando um importante cargo no governo com Sonia Gandhi como chefe do congresso, ainda &amp;eacute; um pa&amp;iacute;s bastante conservador e o papel das mulheres na sociedade &amp;eacute; muito pouco representativo. A maioria vive para sua fam&amp;iacute;lia. Em lugar algum fui atendido por uma mulher, s&amp;oacute; numa lojinha de uma nepalesa e no aeroporto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em resumo, &amp;eacute; um pa&amp;iacute;s muito interesse com uma cultura muito forte. Um lugar que vale a pena ser visitado mas que requer prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o do viajante.&lt;/p&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/fernandoamarante/story/97711/India/Sobre-a-India</link>
      <category>Travel</category>
      <category>India</category>
      <author>fernandoamarante</author>
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      <pubDate>Sat, 26 Jan 2013 14:30:00 GMT</pubDate>
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      <title>Photos: New Delhi Tour</title>
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      <author>fernandoamarante</author>
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      <pubDate>Thu, 24 Jan 2013 19:20:00 GMT</pubDate>
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      <title>Photos: Taj Mahal</title>
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      <author>fernandoamarante</author>
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      <pubDate>Mon, 21 Jan 2013 09:30:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Varanasi - a mais impressionante das cidades</title>
      <description>&lt;p class="p1"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Voltei mais r&amp;aacute;pido dessa vez. Passamos 3 dias em Varanasi e agora estamos no trem a caminho de Delhi, minha ultima parada na India antes de seguir para o Nepal.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;De l&amp;aacute; vamos fazer um bate volta ao Taj Mahal no s&amp;aacute;bado e o resto dos dias vou tirar para conhecer com calma alguns lugares de Delhi.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Voltando para Varanasi. Dizem que &amp;eacute; uma das cidades mais antigas do mundo, os hindus acreditam que ela foi fundada h&amp;aacute; mais de 5000 anos mas os registros mais antigos encontrados datam de um pouco mais de 3000 anos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Para os hindus trata-se de uma cidade sagrada. Muitas cidades s&amp;atilde;o cortadas pelo rio Ganges &amp;nbsp;mas para eles Varanasi tem valor especial. O rio n&amp;atilde;o &amp;eacute; simplesmente sagrado, &amp;eacute; uma entidade divina que eles chamam de Mae Ganga. Mergulhar ali &amp;eacute; para eles uma comunh&amp;atilde;o com Deus e o rio tem o poder de livrar as pessoas dos Karmas adquiridos nessa e em outras vidas finalizando assim o ciclo de reencarna&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Para isso eles se banham diariamente num rio com mais de 1.500.000 part&amp;iacute;culas de coliformios fecais por 100ml de &amp;aacute;gua quando o aceit&amp;aacute;vel para banho &amp;eacute; de no m&amp;aacute;ximo 500 part&amp;iacute;culas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Ta bom pra voc&amp;ecirc;? Deu pra ter uma id&amp;eacute;ia do poder do sistema imunol&amp;oacute;gico desse povo? Por isso que a gente teve que tomar tanta vacina antes de vir. O trecho do Ganges que corta Varanasi &amp;eacute; um dos trechos de rio mais polu&amp;iacute;dos do mundo. Como se o banho ja nao fosse chocante o suficiente, acho que para demonstrar o tamanho da f&amp;eacute; que possuem, pasmem, eles escovam os dentes com a &amp;aacute;gua do rio.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Oooooooooi?&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Acho que &amp;eacute; pior do que beber a &amp;aacute;gua da privada.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Aviso aos impression&amp;aacute;veis. O trecho abaixo relata a parte da cultura hindu que envolve a morte e que para n&amp;oacute;s &amp;eacute; bastante chocante.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;AVISADOS!&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Se quiser pular os detalhes da cerimonia de crema&amp;ccedil;&amp;atilde;o pule o trecho abaixo at&amp;eacute;... =====&amp;gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Mas o banho no esgoto nao &amp;eacute; suficiente, para garantir o encontro com Shiva eles cremam os corpos dos mortos e jogam as cinzas no rio. S&amp;oacute; que tem um detalhe, crian&amp;ccedil;as, mulheres gravidas e leprosos nao podem ser cremados ent&amp;atilde;o o corpo deles &amp;eacute; colocado direto no rio, o que ap&amp;oacute;s alguns dias proporciona imagens que os fracos de est&amp;ocirc;mago devem evitar. Os corpos podem aparecer boiando no rio e quando atingem a margem acabam sendo devorados pelos animais de rua.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Existem 2 cremat&amp;oacute;rios na cidade e qualquer pessoa pode entrar e assistir as cerimonias, mas fotos e filmagens s&amp;atilde;o proibidas sob pena de pris&amp;atilde;o. &amp;nbsp;Nao, eu nao fui ver, mas uma amiga que foi disse que o cheiro &amp;eacute; parecido com o de pneu queimado.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Quando uma pessoa morre a fam&amp;iacute;lia prepara o corpo limpando e vestindo para a crema&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Carregam-no pela cidade numa maca de bambu e tecido at&amp;eacute; um dos cremat&amp;oacute;rios que ficam na beira do rio, l&amp;aacute; eles mergulham o corpo para lavar com a &amp;aacute;gua sagrada, deixam o corpo secar por 3 horas enquanto o filho mais velho tem todos os pelos da cabe&amp;ccedil;a raspados (cabelo, barba, bigode e sobrancelhas) e &amp;eacute; vestido com uma pano branco, chamado de sari que dever&amp;aacute; usar pelos pr&amp;oacute;ximos 30 dias. Uma vez que o corpo esteja seco ele &amp;eacute; colocado sobre uma pilha de lenha e o filho &amp;eacute; encarregado de atear fogo. O corpo &amp;eacute; cremado por aproximadamente 3 horas e as cinzas v&amp;atilde;o para o rio.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Quanto mais baixa for a casta do falecido, mais pr&amp;oacute;ximo do rio ele ser&amp;aacute; cremado e vice-versa&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Muitos corpos de pessoas que falecem fora da cidade s&amp;atilde;o trazidos &amp;nbsp;para a crema&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Morrer em Varanasi, ser cremado ali e ter seus restos jogados no rio &amp;eacute; como garantir uma passagem de primeira classe num v&amp;ocirc;o direto para o lado de Shiva.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;As mulheres s&amp;atilde;o proibidas de assistir a cerimonia pois no momento que o corpo come&amp;ccedil;a a queimar a alma parte em sua jornada e se perceber tristeza ao seu redor ela fica presa aqui e nao consegue se juntar a Deus.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;No passado as mulheres podiam assistir a cerimonia mas muitas choravam muito e algumas acabavam se jogando no fogo de tanta tristeza.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;=====&amp;gt; &amp;nbsp;...AQUI&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Embora seja uma parte importante na economia da cidade, nem s&amp;oacute; de morte vive Varanasi.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Muitos turistas s&amp;atilde;o atra&amp;iacute;dos diariamente para conhecer um lugar chamado Sarnath, trata-se de um jardim com algumas ru&amp;iacute;nas onde o primeiro Buddah, Siddhartta Gautama, fez o seu primeiro serm&amp;atilde;o ap&amp;oacute;s se iluminar, ou atingir o Nirvana, para ensinar os passos que tomou. O lugar &amp;eacute; incr&amp;iacute;vel, transmite uma paz surpreendente ja que Varanasi &amp;eacute; sem duvida alguma a cidade mais ca&amp;oacute;tica que visitamos at&amp;eacute; ent&amp;atilde;o. Faz o transito de Sao Paulo parecer uma ben&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Voltando do Sarnath pegamos tanto transito, que num determinado momento o motorista da rickshaw desligou o motor e foi andar um pouco. Imaginem uma rotat&amp;oacute;ria cheia de carros dentro querendo sair, e muito mais carros do lado de fora querendo passar por ali. S&amp;oacute; que n&amp;atilde;o existe sem&amp;aacute;foro. O que voc&amp;ecirc; acha que acontece nessa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o? Caos completo. O transito fica literalmente travado fazendo com que alguns motoristas saiam dos seus ve&amp;iacute;culos para tentar organizar at&amp;eacute; que o fluxo se restabele&amp;ccedil;a. Eles literalmente tentam arrumar a bagun&amp;ccedil;a.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Bom, colocando esse monte de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em ordem cronol&amp;oacute;gica: no primeiro dia acordamos tarde e fomos para o Sarnath onde ficamos at&amp;eacute; umas 16:30h, &amp;nbsp;t&amp;iacute;nhamos que estar no hotel, que fica a 10km de distancia, &amp;nbsp;at&amp;eacute; umas 17:30h para pegar um barquinho e passear pelo rio. Levamos 1:30h para chegar e perdemos o barco.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;No dia seguinte levantamos &amp;agrave;s 5:30 para estar no rio na hora do nascer do Sol e assistir o povo tomando banho. Embora a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos pare&amp;ccedil;a absurda, &amp;eacute; bonita de ver e rende fotografias incr&amp;iacute;veis.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;No mesmo dia fizemos o passeio de barco no por do Sol. Ali assistimos uma cerimonia para o rio Ganges. Dezenas de barcos se alinham na beira do rio com centenas de turistas que formam a plat&amp;eacute;ia da cerimonia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Varanasi, entre outras coisas, &amp;nbsp;foi cansativa, esgotante, intensa, tensa, curiosa, peculiar, chocante, impressionante e &amp;uacute;nica.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Para mim foi sem duvida uma experi&amp;ecirc;ncia &amp;uacute;nica pois nao sinto a menor vontade de retornar.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Pra completar a intensidade da experi&amp;ecirc;ncia, perdi a primeira batalha para a comida indiana. Depois de mais de 25 dias ileso, a comida me derrubou. Comer e beber na india &amp;eacute; quase sempre um risco, a maioria dos restaurantes nao obedece normas do padr&amp;atilde;o de higiene internacional. Mesmo assim eu resisti bravamente, acho que fui o ultimo do grupo a ser batido mas no dia 17/01 &amp;agrave;s 4:30 eu me vi derrotado depois de ter jantado um omelete e um arroz chin&amp;ecirc;s. Muito liquido e bolacha &amp;aacute;gua e sal at&amp;eacute; me recuperar.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Estou agora num trem, novamente, a caminho de Delhi. Aqui s&amp;atilde;o 20:30h e devemos chegar l&amp;aacute; antes das 10:00h. Dessa vez pegamos uma classe de viagem mais alta, acho &amp;eacute; a segunda classe. O que isso quer dizer em termos pr&amp;aacute;ticos?&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Quase nada. A disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do vag&amp;atilde;o &amp;eacute; igual por&amp;eacute;m, onde viajaram 8 aqui viajam 9. O vag&amp;atilde;o parece um pouco mais limpo e menos cheio, alem disso a temperatura interna &amp;eacute; "controlada" por ar condicionado. E quem quiser pode alugar len&amp;ccedil;ol, travesseiro e cobertor.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Mesmo tendo voltado a postar em tempo recorde, o texto ficou enorme, mas tinha muito para contar.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Volto em 1 ou 2 dias para falar de Delhi e do Taj Mahal.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/fernandoamarante/story/97501/India/Varanasi-a-mais-impressionante-das-cidades</link>
      <category>Travel</category>
      <category>India</category>
      <author>fernandoamarante</author>
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      <pubDate>Fri, 18 Jan 2013 18:50:00 GMT</pubDate>
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      <title>Photos: Varanasi</title>
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      <link>https://journals.worldnomads.com/fernandoamarante/photos/39934/India/Varanasi</link>
      <category>Travel</category>
      <category>India</category>
      <author>fernandoamarante</author>
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      <pubDate>Fri, 18 Jan 2013 18:29:00 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>TREM DO HORROR</title>
      <description>&lt;p&gt;&lt;img src="https://s3.amazonaws.com/aphs.worldnomads.com/fernandoamarante/39915/09.jpg"  alt="Tomando ar e observando o caminho..." /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Fomos embora de Rishkesh&amp;nbsp;&amp;nbsp;para Varanasi no domingo de noite, dia 13.01. O taxi nos deixou na esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trem de Haridwar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Se voc&amp;ecirc; &amp;eacute; do tipo que enquanto l&amp;ecirc; vai visualizando a historia e est&amp;aacute; imaginando alguma esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trem dos EUA ou Europa ESQUE&amp;Ccedil;A.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Imagine a esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de metro da pra&amp;ccedil;a da s&amp;eacute;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Nao.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Imagine a esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da luz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Nao.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Imagine a rodovi&amp;aacute;ria do Tiet&amp;ecirc;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Nao.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Imagine o vale do anhangabau.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;N&amp;atilde;o. Ainda n&amp;atilde;o &amp;eacute; bem isso.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Ta dif&amp;iacute;cil descrever. De alguma forma &amp;eacute; um pouco disso tudo junto. Pena que nao fotografei. O pr&amp;eacute;dio &amp;eacute; velho como quase tudo na India, mal iluminado e claro... abarrotado de indianos como quase todos os lugares da India. Mas os indianos nao est&amp;atilde;o s&amp;oacute; andando por todos os lados, est&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m deitados e dormindo por todos os lados. Parece &amp;nbsp;albergue de tanta gente coberta deitada pelo ch&amp;atilde;o.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;E o trem? Hahahahaha. Ah o trem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;O primeiro trem indiano a gente nunca esquece.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Claro que &amp;eacute; muito velho, algo da &amp;eacute;poca da bisav&amp;oacute; da finada rainha-m&amp;atilde;e da Inglaterra. Escuro e&amp;hellip; n&amp;atilde;o muito limpo. Imposs&amp;iacute;vel embarcar nesse trem sem len&amp;ccedil;o umedecido e alcool gel na mochila.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;N&amp;atilde;o existe bagageiro (ainda bem pq eu n&amp;atilde;o ia querer entregar minha mala nem a pau) ent&amp;atilde;o cada um coloca suas malas debaixo da cama, se couber, ou onde conseguir e que se entenda com o seu vizinho para isso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;O mais divertido &amp;eacute; que o idioma deles e o nosso tem aproximadamente 0% de similaridade. E embora eu tenha a impress&amp;atilde;o de que aqui vc encontra muito mais gente que fale alguma coisa de ingl&amp;ecirc;s do que no Brasil, ainda assim s&amp;atilde;o poucos os que falam e entendem oq vc responde. Ent&amp;atilde;o negociar o espa&amp;ccedil;o da bagagem vira uma comedia. Se voc&amp;ecirc; nao estiver com a mente e o cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o abertos, como &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio em quase todos os momentos aqui na India, pode virar um pesadelo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Malas ajeitadas e acorrentas, isso mesmo, acorrentadas. Todo mundo fala que o risco de voc&amp;ecirc; acordar sem a sua bagagem &amp;eacute; muito grande ent&amp;atilde;o todo mundo, indianos inclusive, acorrenta as malas no p&amp;eacute; do banco. A vivi dormiu na cama de baixo, a Maurien na do meio e eu na de cima onde n&amp;atilde;o consigo sentar sem bater a cabe&amp;ccedil;a, mas como entramos no trem e j&amp;aacute; era quase meia noite, a id&amp;eacute;ia era deitar e dormir mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;E sim, &amp;eacute; um triliche, ou melhor, s&amp;atilde;o 2 triliches e mais um beliche num espa&amp;ccedil;o de 1,5mx3m. OITO pessoas dormindo nesse espa&amp;ccedil;o todo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Nos acomodamos da melhor forma poss&amp;iacute;vel pois seriam 15horas de viagem. Na minha cama coloquei minha mochila, um travesseiro de viagem, um pacote de doritos, uma garrafa de &amp;aacute;gua e meu ipad pra assistir &amp;ldquo;How I met your mother&amp;rdquo; at&amp;eacute; conseguir pegar no sono.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Quando finalmente consegui dormir fui acordado para mostrar a passagem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Ok. Dormi de novo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Acordei de novo, s&amp;oacute; que agora era de frio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Pois &amp;eacute;, quase n&amp;atilde;o consegui dormir de frio. J&amp;aacute; estava com uma blusa grossa por cima da camiseta, coloquei mais um casaco, gorro, luvas, cachecol e me cobri com meu cobertor. Melhorou um pouco mas meu p&amp;eacute; continuou congelado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;O trem para em v&amp;aacute;rias esta&amp;ccedil;&amp;otilde;es durante a madrugada e tem sempre algu&amp;eacute;m entrando ou saindo. Logo cedo j&amp;aacute; come&amp;ccedil;a uma gritaria dos vendedores de &amp;ldquo;Chai&amp;rdquo;, ch&amp;aacute; com leite. A&amp;iacute; esquece porque voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o vai dormir mais. O Jeito &amp;eacute; assistir algum seriado, ler um livro ou sei l&amp;aacute; oque at&amp;eacute; que todos da sua &amp;ldquo;cabine&amp;rdquo; acordem para voc&amp;ecirc; poder montar o banco e sentar l&amp;aacute; embaixo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Eu escrevo &amp;ldquo;&#x8;cabine&amp;rdquo;entre aspas pq n&amp;atilde;o &amp;eacute; bem uma cabine, n&amp;atilde;o &amp;eacute; fechado, &amp;eacute; completamente aberto para o corredor do trem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Para dormir funciona assim, durante o dia voc&amp;ecirc; e mais 2 pessoas viajam sentados de frente para mais 3 pessoas. Quando chega a hora de dormir, o encosto do banco vira a cama do meio. O banco onde voc&amp;ecirc; estava sentado &amp;eacute; a cama debaixo e tem uma cama de cima que fica montada o tempo todo. Se voc&amp;ecirc; estiver viajando sozinho o melhor lugar acho que &amp;eacute; o de cima pq l&amp;aacute; vc pode deitar o quanto vc quiser, na verdade acho que o melhor mesmo &amp;eacute; voc&amp;ecirc; fazer amigos para viajar com voc&amp;ecirc; pq ningu&amp;eacute;m merece passar por isso sozinho. Quem viaja no banco debaixo e no do meio tem que entrar em acordo um com o outro pq o do meio n&amp;atilde;o consegue montar a cama enquanto o de baixo n&amp;atilde;o resolver deitar e o de baixo n&amp;atilde;o tem a cama s&amp;oacute; para ele enquanto o do meio n&amp;atilde;o resolve subir. &amp;nbsp;F&amp;aacute;cil n&amp;eacute;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Helvetica;"&gt;Todo mundo acordou, montamos os bancos e sentamos de frente para os nossos vizinhos de "cabine".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Fiquei lendo um pouco, quando cansei peguei meu ipad e fiquei jogando. Senti que estava sendo observado, pelo reflexo no ipad eu vi que o filho do casal estava se divertindo s&amp;oacute; de me assistir. Ele sentou na minha frente e continuou olhando, de repente come&amp;ccedil;ou a dar palpite no jogo, hahahahaha. Virei o ipad pra ele e deixei ele jogar. O pai e a m&amp;atilde;e logo se interessaram e ficaram prestando aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para palpitar tamb&amp;eacute;m. Os nossos vizinhos eram&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Helvetica;"&gt;&amp;nbsp;uma fam&amp;iacute;lia de indianos bastante simp&amp;aacute;tica.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Tivemos muita sorte com eles que at&amp;eacute; tentaram contar para gente algo que sabiam sobre o brasil: Pel&amp;eacute;, samba e Roberto Carlos (n&amp;atilde;o o cantor, o jogador).&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;rsrsrs&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Com o hor&amp;aacute;rio de chegada se aproximando surge um momento de tens&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o d&amp;aacute; pra saber onde voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; nem aonde voc&amp;ecirc; tem que descer. As esta&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o mal sinalizadas e o trem atrasa muito geralmente, ent&amp;atilde;o voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o pode descer na esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o simplesmente pq est&amp;aacute; no hor&amp;aacute;rio previsto para a sua chegada ao seu destino.&lt;/span&gt;OLHA COMO &amp;Eacute; F&amp;Aacute;CIL ANDAR DE TREM NA INDIA.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse momento fiquei de p&amp;eacute; na porta do trem olhando para ver se algo no caminho indicava Varanasi. Nada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Helvetica;"&gt;Nossos vizinhos estavam indo para o ponto final do trem, bem mais f&amp;aacute;cil, e n&amp;atilde;o sabiam se est&amp;aacute;vamos pr&amp;oacute;ximos de Varanasi. Tentei perguntar para algumas pessoas na porta mas elas n&amp;atilde;o entendiam minha pergunta e claro que eu n&amp;atilde;o entendia a resposta.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Helvetica;"&gt;Finalmente apareceu um rapazinho do meu lado com cal&amp;ccedil;a Gucci e &amp;oacute;culos VR e mais algumas marcas conhecidas. "Esse deve falar algum coisa de ingl&amp;ecirc;s com tanto ocidente assim no corpo" &amp;nbsp;pensei eu. Dito e feito. Pra facilitar as coisas eu olhei pra cara dele e disse:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Helvetica;"&gt;-Varanasi? (junto com a pergunta usei o sinal universal para a palavra AQUI - apontei para o ch&amp;atilde;o)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Helvetica;"&gt;Me senti um &amp;iacute;ndio tentando me comunicar sem usar verbo nem nada. Ele olhou pra mim e disse em ingl&amp;ecirc;s:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Helvetica;"&gt;-J&amp;aacute; estamos em Varanasi mas falta uns 5 minutos para a esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Helvetica;"&gt;PAH, na minha cara! hehehehe&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Helvetica;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Helvetica;"&gt;Avistei a esta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Come&amp;ccedil;amos a nos preparar para saltar, n&amp;oacute;s 4 e nossas 14 malas/mochilas/bolsas/sacolas/derivados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Helvetica;"&gt;O indianinho devolveu meu iPad, agradeceu e perguntou se eu tinha Facebook. Olha o poder dessa rede hein! hahahahaha&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Helvetica;"&gt;Saltamos e logo o TREM DO HORROR se foi mas a lembran&amp;ccedil;a dessa noite vai ficar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;S&amp;oacute; pra ter uma base, essa passagem &amp;nbsp;vag&amp;atilde;o com cama para uma viagem de 14horas custou uns R$13,00. Nao da nem pra reclamar de t&amp;atilde;o barato que &amp;eacute;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/fernandoamarante/story/97453/India/TREM-DO-HORROR</link>
      <category>Travel</category>
      <category>India</category>
      <author>fernandoamarante</author>
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      <pubDate>Wed, 16 Jan 2013 00:01:00 GMT</pubDate>
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    <item>
      <title>Photos: Trem do Horror</title>
      <description>Trajeto de Rishikesh para Varanasi</description>
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      <author>fernandoamarante</author>
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      <pubDate>Tue, 15 Jan 2013 22:41:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Photos: Rishikesh</title>
      <description>Cidade no norte da Índia já no pé do Himalaia</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/fernandoamarante/photos/39882/India/Rishikesh</link>
      <category>Travel</category>
      <category>India</category>
      <author>fernandoamarante</author>
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      <pubDate>Mon, 14 Jan 2013 22:42:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Rishikesh - resumão dos últimos 10 dias</title>
      <description>&lt;p&gt;&lt;img src="https://s3.amazonaws.com/aphs.worldnomads.com/fernandoamarante/39882/IMG_9684.jpg"  /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Demorei mas voltei.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Estou h&amp;aacute; 30 dias na Asia! WOOOHOOOO!!!!&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;No &amp;uacute;ltimo post n&amp;oacute;s est&amp;aacute;vamos indo para o aeroporto pegar um v&amp;ocirc;o para Dehradun com escala em Delhi. Quebrei o post em t&amp;oacute;picos:&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;JORNADA PARA &amp;nbsp;O NORTE&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Com algumas horinhas no aeroporto de Delhi a Vivi e a Maurien resolveram comer no Mc Donalds, l&amp;aacute; fomos n&amp;oacute;s. Ja esperava um menu diferente, MAS NAO TEM HAMB&amp;Uacute;RGUER. Como &amp;eacute; que Mc Donalds nao tem hamb&amp;uacute;rguer? Da-lhe veggie burguer. Hehehe&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;O aeroporto &amp;eacute; enorme, moderno e muito bonito, mata a pau o nosso de guarulhos infelizmente. Embarcamos para o ultimo trecho da viagem, um v&amp;ocirc;o de 30 minutos e ainda assim nos serviram uma refei&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ponto para a Jet Airways, servi&amp;ccedil;o muito bom, espa&amp;ccedil;o legal para as pernas e comiss&amp;aacute;rios simp&amp;aacute;ticos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Chegando em Dehradun fomos buscados por um taxi do tamanho de um Palio para 4 pessoas com bagagem. Aperta daqui, espreme dali e pronto, coubemos todos sem deixar nada para tr&amp;aacute;s. A cidade fica no p&amp;eacute; do Himalaia ent&amp;atilde;o o choque, para quem veio do Sul da india no litoral pr&amp;oacute;ximo ao Equador, foi grande mas bastante positivo no mu caso. Temperatura bem mais amena na casa dos 15&amp;ordm;C e a paisagem de montanha tamb&amp;eacute;m agradou a todos n&amp;oacute;s.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Finalmente encontrei um banco onde eu poderia sacar o dinheiro no meu cart&amp;atilde;o Itau Amex Global Travel. Aos amigos do Itau preciso deixar meu feedback - levei meu cart&amp;atilde;o pro Marrocos, Europa, EUA, Dubai e India mas o &amp;uacute;nico lugar onde nao tive problema nem de aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o nas lojas nem nos ATMs foi nos EUA. Enfim...&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Fomos para o hotel que foi uma &amp;nbsp;grata surpresa. Embora nao seja muito pr&amp;oacute;ximo ao Ashram, s&amp;oacute; R$12,00 por pessoa e o quarto &amp;eacute; enorme e tem at&amp;eacute; uma cozinha que virou meu walk-in closet. Depois do quarto no ashram esse aqui parece hotel 5 estrelas. A &amp;uacute;nica dificuldade era no hora do banho. Praticamente uma tortura. Imaginem um quarto com piso de m&amp;aacute;rmore no p&amp;eacute; da montanha com 2&amp;ordm;C de temperatura. O banheiro era quase polar e a &amp;aacute;gua aquecida nao durava muito mais do que 3 minutos. Pra completar a tortura n&amp;atilde;o tinha box nem cortina, ent&amp;atilde;o depois do banho, quase morrendo de frio ainda tinha que passar um rodinho que tem meio metro de altura pra secar o banheiro. Mesmo assim tava &amp;oacute;timo. At&amp;eacute; aqui somos provas da capacidade de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ser humano.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;PREM BABA&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Viemos para Rishikesh por causa do Prem Baba, guru Brasileiro com forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o em psicologia e na minha opini&amp;atilde;o, com uma pedagogia incr&amp;iacute;vel. O trabalho dele &amp;eacute; muito voltado para o auto-conhecimento, a identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e descontru&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ego formado a partir de traumas desde a nossa inf&amp;acirc;ncia e que causa alguns padr&amp;otilde;es de comportamento recorrentes e indesej&amp;aacute;veis. Entendeu?&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Todos os dias de manh&amp;atilde; a gente tomava caf&amp;eacute; da manh&amp;atilde; no restaurante dos nepaleses, que merecem um par&amp;aacute;grafo pr&amp;oacute;prio mais pra frente, &amp;nbsp;depois fic&amp;aacute;vamos at&amp;eacute; quase &amp;agrave;s 14h assistindo o Prem Baba futucando nossos traumas. Acho que at&amp;eacute; vale a pena contar um casinho que ele usou sobre um homem que resolveu se isolar na montanha para meditar. Ele arrumou todas as coisas que precisaria para sobreviver por algum tempo, pegou uma burrinha para carregar a carga dele e partiu montanha acima. Chegando l&amp;aacute; ele se instalou e por l&amp;aacute; ficou durante algum tempo meditando. Depois de muitos dias ali sozinho, meditando sem ningu&amp;eacute;m por perto, come&amp;ccedil;ou a reparar na burrinha... olhou direito, olhou melhor ainda, come&amp;ccedil;ou a achar a tal burrinha bem engra&amp;ccedil;adinha e disse:&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;-Acho que t&amp;aacute; na hora de voltar. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Quem quiser que eu explique melhor o caso da burrinha me chama pra tomar um caf&amp;eacute; quando eu estiver de volta no Brasil. Hehehe&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Assim foram nossos dias com Prem Baba, parecia aula de cursinho pr&amp;eacute; vestibular de tanta anota&amp;ccedil;&amp;atilde;o que a gente fazia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;MESTRE PARVEEN&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Cheguei a Rishikesh decido a fazer um curso de Reiki ent&amp;atilde;o logo no primeiro dia procurei algum ashram com o curso e foi ali que conheci o mestre Parveen. Simpatizei logo de cara com ele e dali a alguns dias escutaria uma historia muito parecida com a minha. Parveen &amp;eacute; um indiano com seus 30 e poucos anos, formado em contabilidade com mestrado em marketing. Come&amp;ccedil;ou sua carreira no mundo corporativo muito cedo. Sempre muito comprometido com a empresa come&amp;ccedil;ou a se dar conta de que sua vida se resumia a trabalhar. Chegava ao escrit&amp;oacute;rio &amp;agrave;s 8:00h e sa&amp;iacute;a depois das 22:00h todos os dias. Tirava alguns poucos dias de f&amp;eacute;rias durante o ano at&amp;eacute; que se cansou disso tudo, avisou a fam&amp;iacute;lia que largaria a carreira, pediu demiss&amp;atilde;o muito a contragosto do seu gestor e foi morar na floresta por 6 meses com um guru.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Claro que nao vou morar em floresta nenhuma nem virar professor de Yoga e Reiki Master numa cidade no p&amp;eacute; do Himalaia, acho... mas nos identificamos um com a hist&amp;oacute;ria do outro e percebi que a rotina corporativa Indiana &amp;eacute; mais desumana que a nossa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Combinamos o dia e o hor&amp;aacute;rio de in&amp;iacute;cio e em 6 encontros di&amp;aacute;rios ele me passou uma quantidade enorme de conhecimento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Antes do dia 15 de janeiro consegui completar uma das minhas metas de 2013, j&amp;aacute; estou apto a aplicar Reiki mesmo &amp;agrave; dist&amp;acirc;ncia se for necess&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Os nepaleses ser&amp;atilde;o minhas cobaias de Reiki, &amp;nbsp;principalmente as crian&amp;ccedil;as do orfanato.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;NEPALESES EM RISHIKESH&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Falando em nepaleses vamos ao pessoal do restaurante. Rishikesh &amp;eacute; uma cidade super tur&amp;iacute;stica recheada de restaurantes que apresentam em seus card&amp;aacute;pios diversos pratos das cozinhas indiana, chinesa, tibetana, russa, &amp;aacute;rabe, italiana e mexicana. Parece que alguem abriu o mapa mundi, escolheu algumas regi&amp;otilde;es ao acaso e o resto dos restaurantes copiou a id&amp;eacute;ia. O que importa &amp;eacute; que deu certo e n&amp;oacute;s comemos bem pra caramba todos os dias. Acho que n&amp;atilde;o teve nem sequer 1 dia que eu tenha achado o prato mais ou menos. Mesmo tendo passado por diversos restaurantes, um deles virou ponto de encontro. A principio por ser no hotel de duas brasileiras que estavam com a gente mas, com o tempo, o bom humor dos nepaleses que trabalhavam no restaurante acabou virando mais um motivo. Os nepaleses chamam todos os clientes de MY FRIEND, fazem piada, d&amp;atilde;o risada de tudo e arriscam varias palavras em portugu&amp;ecirc;s. Comida boa, pre&amp;ccedil;o justo e atendimento bacana nao tem como dar errado. Pra completar, tinha wifi de gra&amp;ccedil;a. A gente entrava de tarde pra tomar um ch&amp;aacute;, pedia um bolo pra acompanhar, chegava mais algu&amp;eacute;m do grupo, mais ch&amp;aacute;, um suco, mais algum conhecido, mais bolo, mais ch&amp;aacute;, mais gente, um viol&amp;atilde;o, um croissant, uma salada de fruta, um cafe, mais amigos, m&amp;uacute;sica, chegava a hora de jantar e assim ia. Numa dessas noites apareceu um flautista brasileiro chamado Ivan que ja tinha passado algum tempo no Nepal e tocou uma m&amp;uacute;sica super popular chamada FIRIRI. Pense na alegria dos nepaleses. No nosso ultimo dia eles colocaram essa m&amp;uacute;sica pra tocar diversas vezes desde o caf&amp;eacute; da manha. Cantaram com a gente, dan&amp;ccedil;aram e tiraram foto. Se o povo do Nepal for assim eu to feito.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Ufa, consegui dar uma bela resumida! O pr&amp;oacute;ximo post &amp;eacute; imperd&amp;iacute;vel. Vou relatar uma experi&amp;ecirc;ncia &amp;uacute;nica na &amp;Iacute;ndia (&amp;uacute;nica pq espero que n&amp;atilde;o se repita), 14horas viajando de trem. At&amp;eacute; mais!!!&lt;/p&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/fernandoamarante/story/97381/India/Rishikesh-resumo-dos-ltimos-10-dias</link>
      <category>Travel</category>
      <category>India</category>
      <author>fernandoamarante</author>
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      <pubDate>Mon, 14 Jan 2013 22:21:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Photos: Dubai</title>
      <description>Dubai - Dezembro 2012</description>
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      <category>Travel</category>
      <category>United Arab Emirates</category>
      <author>fernandoamarante</author>
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      <pubDate>Sat, 5 Jan 2013 14:31:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Photos: Sul da Índia</title>
      <description>Fotos de Kollam no Sul da índia</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/fernandoamarante/photos/37031/India/Sul-da-ndia</link>
      <category>Travel</category>
      <category>India</category>
      <author>fernandoamarante</author>
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      <pubDate>Fri, 4 Jan 2013 10:30:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>E 2013 chegou!</title>
      <description>&lt;p&gt;&lt;img src="https://s3.amazonaws.com/aphs.worldnomads.com/fernandoamarante/37031/IMG_4080.jpg"  /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Feliz ano novo meus amigos! Espero que todos tenham entrado com o p&amp;eacute; direito e que esse ano seja cheio de novidades para todos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Eu sigo por aqui na India. Estou escrevendo esse post dentro do carro (escrevi o post no dia 03.01 as 3h da manha) que esta nos levando ao aeroporto de Kochi, onde pegaremos um v&amp;ocirc;o para Dehradun com escalas em Chennai e Delhi e nosso destino final ser&amp;aacute; Rishikesh.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Vou voltar um pouquinho no tempo para falar da virada. O dia 31 foi bem tranquilo, como era segunda feira e segunda feira &amp;eacute; dia da Amma meditar na praia ao cair da tarde, l&amp;aacute; fomos n&amp;oacute;s garantir nosso lugar. O ashram estava lotado para o r&amp;eacute;veillon e consequentemente a praia tamb&amp;eacute;m. Sentamos eu e a vivi num cantinho e logo veio a Pati sentar com a gente - Pati &amp;eacute; uma brasileira, de Minas Gerais, que mora na Espanha e que conhecemos aqui. Figura! Pessoa do bem, divertidissima, espirito livre. T&amp;atilde;o livre que quando soube que est&amp;aacute;vamos indo par Rishikesh, comprou uma passagem e veio junto. Esta sentada na minha frente aqui no carro - ficamos ali sentados pr&amp;oacute;ximos de onde a Amma sentaria esperando por ela quando sentimos alguns pingos. Patz! Ia come&amp;ccedil;ar a chover. Sendo a mulher de vis&amp;atilde;o que a Amma &amp;eacute;, ela mandou chamar todo mundo para dentro do ashram para fazer a medita&amp;ccedil;&amp;atilde;o no audit&amp;oacute;rio. Foi s&amp;oacute; entrar todo mundo para desabar o mundo. Os dias aqui estavam todos incr&amp;iacute;veis, mas nos dias que choveu, choveu muito! Enfim. Meditamos, cantamos, fomos pro banho, jantamos e depois voltamos para o audit&amp;oacute;rio para assistir as apresenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es preparadas para a noite da virada. A primeira foi de dan&amp;ccedil;a indiana com uma indianinha que deixou todo mundo de boca aberta. Depois disso veio um cara com malabares de fogo, depois um pouco mais de dan&amp;ccedil;a indiana e finalmente um grupo dan&amp;ccedil;ando e cantando WE ARE THE WORLD. A apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o com bailarinos, bailarinas e varias crian&amp;ccedil;as foi de arrepiar.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;A Amma chegou um pouco tarde e ja era quase meia noite. Logo que chegou ficou sentada brincando de bexiga com as crian&amp;ccedil;as e a gente se divertindo com a cena. Ja era quase meia noite quando a Amma pediu que todos se juntassem a ela para entoar o mantra que pede para que "todos os seres sejam felizes". E foi assim que entramos em 2013, mais de 1000 pessoas pedindo juntos pela felicidade de todos. Foi no m&amp;iacute;nimo um r&amp;eacute;veillon impar na minha vida.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Depois disso o audit&amp;oacute;rio virou uma "micareta"! Claro que na sua devida propor&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;A Amma foi para sua casinha depois de 1h da manha e nos ficamos por ali mais um pouco.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Nesse momento a Vivi resolveu fazer uma ciranda. Juntou os brasileiros numa roda que logo ficou multinacional com brasileiros, alem&amp;atilde;es, italianos, franceses, argentino e nao sei mais o que. Cantamos e dan&amp;ccedil;amos uma m&amp;uacute;sica assim. Depois tivemos que reduzir a roda por causa do barulho. Nesse momento eu fui para a praia sozinho fechar o meu balan&amp;ccedil;o do ano de 2012.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;E QUE BALAN&amp;Ccedil;O!&amp;nbsp;Sem duvida alguma foi o ano de maior mudan&amp;ccedil;a nesses meus 32 anos de exist&amp;ecirc;ncia nesse planeta.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Mais tarde a&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Vivi e algumas meninas acabaram vindo para a praia e l&amp;aacute; ficamos assistindo as ondas arrebentando nas pedras at&amp;eacute; quase 4h.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Claro que no dia seguinte nao tinha como levantar cedo. Ent&amp;atilde;o acordamos ja perto da hora do almo&amp;ccedil;o, tomei um brunch hehehe e fomos para a praia de tarde lavar a alma.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;N&amp;atilde;o d&amp;aacute; pra deixar passar em branco a experi&amp;ecirc;ncia de pegar um onibus na India para ir at&amp;eacute; a praia! hahaha! Pense num onibus diferente, pensou? N&amp;atilde;o chegou nem perto. Duvido que voc&amp;ecirc; tenha imaginado um onibus com imagem de Krishna, incenso e m&amp;uacute;sica de Bollywood tocando. N&amp;atilde;o tem vidro nas janelas, n&amp;atilde;o sei como fazem em dia de chuva e eu quase n&amp;atilde;o conseguia ficar com a cabe&amp;ccedil;a levantada enquanto estava de p&amp;eacute; pq eu sou gigante perto da maioria dos indianos. As mulheres sentam nos bancos da esquerda e os homens nos bancos da direita. O cobrador vem de 1 em 1 cobrar a passagem. Enfim, isso &amp;eacute; &amp;Iacute;ndia.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Ir para a praia foi a melhor coisa que pod&amp;iacute;amos ter feito nesse dia. A temperatura estava &amp;oacute;tima e o melhor ainda. Acho que nunca nadei em praia com onda t&amp;atilde;o grande mas foi &amp;oacute;timo. Deu at&amp;eacute; pra pegar jacar&amp;eacute; e claro que levar muito caldo tamb&amp;eacute;m. A foto desse post foi tirada l&amp;aacute;, j&amp;aacute; colquei mais fotos na galeria do blog.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Voltamos pro ashram ja no fim do dia. Deu tempo de arrumar a mala, jantar, despedir de quem estava indo embora e ir pra cama.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Dia 2 foi um dia que esperamos o tempo passar at&amp;eacute; chegar a hora de pegar o taxi para o aeroporto. &amp;nbsp;Na hora do almo&amp;ccedil;o conheci a Maria Fl&amp;aacute;via e fiquei com a sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que ja conhecia de algum lugar. Durante o jantar descobri que fui monitor dela no English Camp em 1999. Fala serio. Rsrsrs. E como aqui o pessoal chega meio sem rumo, ela e uma amiga v&amp;atilde;o nos encontrar em Rishikesh e devem viajar com a gente por outros lugares da India depois.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Agora aqui estou eu h&amp;aacute; 2 horas sentado no banco de traz de um carro com mais 5 pessoas - o motorista, a Vivi, a Pati, a Maurien e uma senhora eg&amp;iacute;pcia que eu acho que chama Dara, mas tb pode ser Zoraia, sei l&amp;aacute;. Uma senhora de 72 anos, nascida no egito, foi para a Fran&amp;ccedil;a refugiada de uma guerra, depois se mudou para a Calif&amp;oacute;rnia, virou seguidora do Osho, depois do Ravi Sankar, agora mora na &amp;Iacute;ndia no ashram da Amma e disse que s&amp;oacute; tem mais 3 meses de vida. Enfim... &amp;nbsp;aqui vc conhece gente de todos os tipos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Bom, como a possibilidade de dormir nesse conforto todo tende a ZERO, resolvi escrever o post no celular mesmo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Pegamos o taxi a 1h da manha, o nosso v&amp;ocirc;o sai as 6:30h de Kochi (cidade relativamente pr&amp;oacute;xima ao ashram), passa por Chennai, chega em Delhi antes do meio dia, &amp;nbsp;depois pegaremos outro v&amp;ocirc;o as 13:30h at&amp;eacute; Dehradun onde chegaremos as 14:40h e de l&amp;aacute; faremos mais um trecho de carro de menos de 1 hora at&amp;eacute; Rishikesh.&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Olha como &amp;eacute; f&amp;aacute;cil se locomover na India. &amp;nbsp;Em um pouco mais de 12 horas a gente vai cruzar do extremo Sul at&amp;eacute; pr&amp;oacute;ximo do Himalaia l&amp;aacute; no norte.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p class="p1"&gt;Assim que puder eu conto como &amp;eacute; o norte da &amp;Iacute;ndia&lt;/p&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/fernandoamarante/story/94244/India/E-2013-chegou</link>
      <category>Travel</category>
      <category>India</category>
      <author>fernandoamarante</author>
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      <pubDate>Fri, 4 Jan 2013 10:10:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Brasil fazendo barulho na India</title>
      <description>&lt;p&gt;Ontem, dia 29.12, combinamos um abraco coletivo dos brasileiros para pedir para a Amma ir para o Brasil. La pelas 22h nos reunimos no auditorio com camisas do brasil, bandeirinhas, presentes para, faixa e muita animacao pra aguentar ateh quando fosse necessario. Ja tinha passado da meia noite quando entramos na fila do abraco em direcao ao palco. Eramos quase 30 brasileiros eu acho, todos com uma bandeirinha na mao. Conforme comecamos a subir no palco o numero de bandeirinhas ali comecou a aumentar e chamar a atencao. Quando todos finalmente subiram nao tinha ninguem que nao tivesse percebido um certo tumulto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vou tentar explicar mais ou menos o contraste da situacao: imagine um palco com a Amma sentada numa poltrona posicionada no centro, ao redor dela fica um monte de gente sentada em silencio quase que absoluto, muitos rezando, outros meditando ou so observando. Existem algumas pessoas que ficam circulando pelo palco, sao os monitore que estao ali justamente para garantir a ordem do palco. Acho que no palco cabem umas 100 pessoas, acho. Na hora que 30% das pessoas ali eram brasileiros com bandeiras na mao, aquilo virou o Maracana em dia de jogo da selecao brasileira, guardadas as devidas proporcoes claro. As luzes se ascenderam e viramos o centro das atencoes nao so da pessoas mas tambem de todas as cameras. Se eu conseguir uma foto desse dia eu posto aqui depois.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Amma olhava e caia na gargalhada com a movimentacao.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vestimos ela com a bandeira do Brasil e abrimos uma faixa dizendo &amp;ldquo;Amma, please come to Brazil&amp;rdquo;. Cada um ganhou seu abraco e ela disse que vai para o Brasil sim. Vamos ver quando.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nao devo postar mais nada esse ano ent&amp;atilde;o deixo um mantra muito bonito como desejo para 2013:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"OM LOK&amp;Atilde;H SAMAST&amp;Atilde;H SUKHINO BHAVANTU" (quer dizer: QUE TODOS OS SERES SEJAM FELIZES)&lt;/p&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/fernandoamarante/story/93849/India/Brasil-fazendo-barulho-na-India</link>
      <category>Travel</category>
      <category>India</category>
      <author>fernandoamarante</author>
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      <pubDate>Sun, 30 Dec 2012 17:19:00 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Rotina no Ashram</title>
      <description>&lt;p&gt;&lt;img src="https://s3.amazonaws.com/aphs.worldnomads.com/fernandoamarante/37031/IMG_2657.jpg"  alt="Vestido para o ashram" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os dias estao passando e nada desse post sair.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quanto mais o tempo passa, mais coisas acontecem, mais eu tenho para contar, menos tempo eu tenho para sentar e escrever tudo e clar oque as lembran&amp;ccedil;as vao ficando menos presentes. Entao bora tentar tirar o atraso...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dia 21.12.12 (FIM DO MUNDO)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No nosso segundo dia acordamos um pouco tarde. Ainda estavamos exaustos da viagem e da chegada ao ashram. Tomamos caf&amp;eacute; juntos e eu disse que queria experimentar um pouco de silencio. Por isso acabamos nos separando logo de manh&amp;atilde;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu tinha visto no mural alguns cursos interessantes e tambem sabia que precisaria me informar sobre o SEVA. A Amma pede que todos facam ao menos 2 horas de SEVA por dia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;SEVA &amp;eacute; trabalho voluntario que contribui para o bom andamento das funcoes do Ashram. Voce pode trabalhar na cozinha, no caf&amp;eacute;, na cantina, nas lojas, no mercado, lavar banheiro, limpar o templo, ajudar nas plantacoes, lavar a elefantinha, servir comida, recolher o lixo, trabalhar no centro de compostagem, separar lixo reciclavel e uma infinidade de outras funcoes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Me increvi num curso de meditacao e fui para o escrit&amp;oacute;rio de SEVA ver minhas opcoes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Achei que seria interessante me voluntariar para algo na cozinha e assim experimentar um pouco desse interesse que vem despertando em mim. Claro que nem passou pela minha cabeca que na verdade eu precisaria ajudar no que fosse necess&amp;aacute;rio e nao no que eu tivesse vontade.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;HELLOOO???&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A ficha s&amp;oacute; caiu quando o cara me perguntou se eu queria lavar banheiro ou separar lixo. PUTZ! Resolvi arriscar o lixo.Ele me deu um papelzinho indicando que eu precisaria ajudar das 14h at&amp;eacute; as 17h e me explicou onde seria. Sai dali um pouco desapontado mas logo entendi que fazia perfeito sentido eu nao poder optar. Tambem sabia que deveria ter algo para aprender com esse desafio que surgiu no meu caminho.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ser&amp;atilde;o meus dias de AVENIDA BRASIL!&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O centro de reciclagem &amp;eacute; coordenado por duas pessoas: a Mahita, para mim eh a M&amp;atilde;e Lucinda e o Massimo ou Nilo. rrsrsrsrs&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como acordamos tarde, ja estava quase na hora do almoco. Meditei um pouco, li um pouco e fui almo&amp;ccedil;ar.Descansei o corpo para me preparar para o lixao. As 14h em ponto eu me apresentei para a m&amp;atilde;e Lucinda e l&amp;aacute; fiquei durante a tarde. As reflexoes do meu SEVA vao ficar para outro momento, e bota reflex&amp;atilde;o nisso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Toda segunda e sexta-feira a Amma vai meditar na praia no fim do dia. Foi incr&amp;iacute;vel meditar ali com o sol se pondo. Depois da meditacao a Amma falou um pouco sobre o fim do mundo ou fim de um ciclo, perguntou como cada um se preparou para isso e um frances resolveu dar o seu depoimento dizendo que para ele o dia 21/12 representou o fim de alguns sentimentos ruins como o orgulho e linkou com a sua experiencia lavando banheiros. Aff&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;QUE BOM QUE ESCOLHI TRABALHAR NO LIXAO.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Voltamos para dentro do Ashram e ficamos cantando com a Amma por umas 2 horas. Depois disso jantamos, ficamos conversando um pouco com os brasileiros e fui pra cama.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os dias 22 e 23 foram bastante parecidos, a rotina n&amp;atilde;o muda muito: acordar, caf&amp;eacute; da manh&amp;atilde;, meditacao, &amp;nbsp;leitura, &amp;nbsp;papo com os brasileiros, ficar sentado assistindo a Amma distribuir seus abra&amp;ccedil;os ou aproveitamos para resolver algum detalhe dos proximos passos da viagem. Depois almo&amp;ccedil;o, descanso e SEVA. Mas o tempo todo voce eh induzido a refletir pela energia do lugar. Entao mesmo sentado em silencio voce sente que esta se trabalhando de alguma forma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nos dias que a Amma d&amp;aacute; o abra&amp;ccedil;o todo mundo pode ficar sentado no palco do lado dela por 30 minutos mas tem hora marcada para nao virar bagunca. O meu horario eh bem no meio do meu SEVA ent&amp;atilde;o eu largo o lixao, corro pro banho, troco de roupa, vou pro palco, medito por uns 30 minutos ao lado da Amma, volto pro quarto, troco de roupa, corro pro lixao, tomo Chai com bolo e pego no batente at&amp;eacute; umas 18h. Depois disso corro pro chuveiro pra esfregar a alma, janto estou acabado!!!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;DIA 24.12 (Dia de ARRASTAR A VACA)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na noite anterior, enquanto eu lavava o prato que usei no jantar, um rapaz me parou e perguntou se eu poderia ajudar a mover uma vaca na manha seguinte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ja vou quebrar logo o suspense. Nao arrastei vaca nenhuma. O local combinado para nos encontrarmos e ajudar a carregar a Mimosa era na frente do cafe mas quando cheguei l&amp;aacute; conheci o Haruman, senhor responsavel por uma plantacao, e ele me explicou que a vaca ja tinha saido do lugar, agora ele queria ajuda na plantacao. Nesse dia especificamente eu tinha trocado meu SEVA para de manha entao nao poderia ajuda-lo, mas como simpatizei muito com o Haruman fui andando e conversando com ele at&amp;eacute; a tal fazenda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A fazendinha fica a uns 2km do ashram, como eu j&amp;aacute; estava ali dei uma voltinha com a esposa do Haruman que me apresentou para o Shankar, um boi escuro, com chifres enormes e cara de bravo que estava jogado numa sombra e apesar da aparencia de mal humorado, adora que cocem suas costas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; incr&amp;iacute;vel como voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o conhece ningu&amp;eacute;m por acaso e n&amp;atilde;o pode perder a oportunidade de conversar com quem cruza o seu caminho. Todo mundo tem algo para oferecer!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As vezes nao &amp;eacute; exatamente para voce, como foi o caso do Haruman. A Vivi tem demonstrado bastante interesse no trabalho que ele vem desenvolvendo, falei dela para ele e dele para ela. Os dois ficaram ansiosos por um encontro, que aconteceria a gosto do destino ja que aqui &amp;eacute; um pouco dificil marcar alguma coisa. O universo conspirou a favor, no dia seguinte eu estava conversando com a vivi e o Haruman passou do nosso lado entao fiz as devidas apresentacoes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O destaque desse dia fica para a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o que assistimos de noite sobre Natal, Jesus Cristo e algumas passagens b&amp;iacute;blicas. Fiquei surpreso de ver isso num ashram na &amp;Iacute;ndia. Eu sinceramente esperava s&amp;oacute; algum coment&amp;aacute;rio sobre o natal e nada mais. Depois da apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o assistimos a Amma falando sobre o natal e depois cantamos um pouco com ela. VIROU FESTA!!! No final surgiu uma fila com dezenas de pessoas carregando formas de bolo enormes na dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Amma. Ela tirava o primeiro peda&amp;ccedil;o para dar para algu&amp;eacute;m e o resto era servido para todo mundo que estava ali. O audit&amp;oacute;rio tinha f&amp;aacute;cil mais de 1000 pessoas nesse dia e s&amp;oacute; n&amp;atilde;o comeu bolo quem n&amp;atilde;o quis.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na manh&amp;atilde; seguinte acordei as 6h da manha com um pombo dentro do quarto em cima da pia do banheiro. Levantei e disse:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;-Meu querido, voce poderia se retirar e me deixar dormir em paz?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;FLAP FLAP FLAP FLAP FLAP (isso &amp;eacute; o pombovoandoprafora do quarto)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;-Agradecido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dentro do quarto n&amp;atilde;o n&amp;eacute; pombo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;26.12&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi o primeiro dia do meu curso de medita&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Acordei as 4:30 da manha para participar de uma cerimonia pra Ganesha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O curso comecou as 7h e foi ate quase 17h, com pausas para caf&amp;eacute; da manha e almo&amp;ccedil;o. Achei que ficaria cansado mas foi incrivel passar o dia meditando. O curso ensina basicamente uma sequencia a ser seguida durante a medita&amp;ccedil;ao, nao tinha muita teoria, entao a gente fazia a meditacao ate uma parte, depois comecava de novo e acrescentava mais uma parte, comecava de novo e acrescentava mais uma parte e assim foi at&amp;eacute; o final do dia.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O curso continuou no dia seguinte da mesma forma, sempre meditando e acrescentando algo ate completar a sequencia inteira. Foram dois dias que passei super em alfa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No dia 28.12 compramos as passagens para nosso proximo destino: Rishikesh. Sairemos daqui no dia 03.01.Vamos para o norte da India onde seremos agraciados com temperaturas mais amenas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estamos em pleno inverno aqui e a sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o t&amp;eacute;rmica chega perto dos 40&amp;ordm;C. O sol arde na pele. Estou coberto de picadas de mosquitos. Tomo no minimo 4 litros de agua por dia e transpiro como se estivesse o dia inteiro fazendo sauna. O chuveiro &amp;eacute; gelado mas quase nao percebo isso. Eu e a Vivi entramos num acordo com o ventilador do quarto, de noite ele fica ligado na velocidade 2, que pr amim &amp;eacute; quase nada, e ela dorme com um cobertorzinho. SOCORRO!&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por enquanto eh nisso. Assim que der eu volto pra contar mais&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ah, antes que eu me esqueca, perguntaram o que a Amma falou no meu ouvido. Ela ficou repetindo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;-Mo, mo, mo, mo, mo, mo, mo...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vale lembrar que Amma quer dizer m&amp;atilde;e. Ent&amp;atilde;o na lingua dela ela estava me chamando de filhinho que &amp;eacute; como a minha mae me chama em algumas ocasioes, hehehehe!!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;eacute; dona Grece?&lt;/p&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/fernandoamarante/story/93848/India/Rotina-no-Ashram</link>
      <category>Travel</category>
      <category>India</category>
      <author>fernandoamarante</author>
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      <pubDate>Sun, 30 Dec 2012 17:10:00 GMT</pubDate>
      <slash:comments>6</slash:comments>
    </item>
    <item>
      <title>Enfim na INDIA</title>
      <description>&lt;p&gt;PRIMEIRAS IMPRESSOES&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Melhor comecar a historia um pouco antes. Nos encontramos no aeroporto de Dubai no dia 20. Ja devia ser umas 2:30h da manha. A Vivi vinha de um voo de Barcelona e eu vindo do hotel sem ter dormido direito na noite anterior.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O aviao decolou as 4:00h de Dubai que ja seriam quase 6:00h na India. Serviram cafe da manha mas parecia jantar pois nos 2 estavamos com a sensacao de que ainda precisavamos ir para a cama. O voo foi curto e quase nao dormimos, chegamos na India depois de horas sem descansar.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A 1a impressao foi bem positiva, claro que eu estava esperando um caos mas acabei por me surpreeder com o aeroporto. Fila rapida na imigracao, pegamos as malas e trocamos dinheiro. Comecou aqui uma confusao financeira. A Vivi fazendo conta em Euro e eu fazendo conta em dolar, real e Dirham de Dubai. Socorro.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Na sa&amp;iacute;da do aeroporto compramos nossa primeira garrafinha de &amp;aacute;gua, momento de tens&amp;atilde;o ja que todos dizem para tomar MUITO CUIDADO COM A AGUA DA INDIA. Abri e bebi logo de uma vez, que nem mergulhar na &amp;aacute;gua fria, ou pula ou n&amp;atilde;o pula. PULEI!!!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Na sa&amp;iacute;da do aeroporto pegamos um taxi que nos levaria para o ashram, mal sabiamos a estrada que estava por vir.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Estreita, tortuosa, cheia de pessoas nas beiradas e sempre cortando cidades. Parecia uma estrada do interior da Bahia. Em algum momento cansei de prestar atens&amp;atilde;o nas ultrapassagens do motorista e peguei no sono.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dif&amp;iacute;cil descrever como &amp;eacute; acordar entrando no ashram da Ama. Para quem eh espirita, o que nao eh o meu caso mas ajuda a ilustrar, acho que deve ser parecido com a experiencia de algumas pessoas ao desencarnar e chegar em alguma colonia. Um monte de pessoas vestidas de branco andando tranquilamente para todos os lados e muitas mas muitas criancas correndo e brincado. Entrei num estado um pouco letargico por alguns minutos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;div&gt;Fizemos o check-in e fomos levar as malas. Uma bela caminhada e mais 4 andares de escada depois, tive meu primeiro momento de reflexao: SERA QUE EU PRECISAVA MESMO DE UMA MALA TAO GRANDE? rsrsrsrs&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div&gt;Chegamos no quarto. 2 beliches, banheiro e um varal dentro do quarto. Como j&amp;aacute; era de se esperar &amp;eacute; tudo muito simples, tivemos um leve impacto com o banheiro mas j&amp;aacute; nos adaptamos. Na verdade acho que mais do que nos adaptamos, em alguns momentos do dia eu chego a sonhar com o meu chuveiro.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;O calor aqui castiga ent&amp;atilde;o corremos para a lojinha e compramos as roupas que usariamos. Comprei 1 cal&amp;ccedil;a, 2 camisas e um badhi que e quase uma "saia". Claro que n&amp;atilde;o &amp;eacute; saia. Na verdade &amp;eacute; um pano que voc&amp;ecirc; enrola na cintura como se fosse uma toalha na sa&amp;iacute;da do banho. Mil vezes mais refrescante do que qualquer cal&amp;ccedil;a ou bermuda. Tomamos banho, nos vestimos a carater e fomos fazer o tour para conhecer o lugar.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;A caminho do templo onde come&amp;ccedil;aria o tour demos de cara com um bichinho muito d&amp;oacute;cil e brincalh&amp;atilde;o. Ela balan&amp;ccedil;ava a cabecinha como se estivesse dan&amp;ccedil;ando para atrair as pessoas. Claro que fui correndo passar a m&amp;atilde;o o que rendeu o primeiro e talvez &amp;uacute;nico registro do nosso momento aqui no ashram j&amp;aacute; que pedem para n&amp;atilde;o fotografar. O tal bichinho &amp;nbsp;eh essa elefantinha da foto que de tao alegre parecia estar sorrindo enquanto ganhava frutas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Seguimos para o tour para conhecer todas as dep&amp;ecirc;ncias, um pouco da hist&amp;oacute;ria e as op&amp;ccedil;&amp;otilde;es de atividades do ashram, ninguem imagina mas tem muita coisa para fazer aqui. Praticamente um resort espiritual.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Logo depois do tour garantimos uma senha na fila para o recebermos o abra&amp;ccedil;o de boas vindas da Amma e fomos comer. Num outro momento eu conto um pouco sobre a comida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Depois de jantar sentamos na fila para receber o abraco Amma (para quem ainda nao conhece a Amma eu promete contar um pouquinho dela mais para frente). Quase duas horas e meia depois finalmente estava chegando nossa vez. O abraco eh um pouco tumultuado, muita gente junta no mesmo lugar. Voce quase nao precisa se mexer, tem um ajudante que te coloca de joelhos, outro que te puxa pra frente dela, outro que coloca seu braco na poltrona ao lado dela, mais um pra segurar sua cabeca e te aproximar do corpo dela. A quantidade de pessoas ao redor dela para conduzir a cerimonia passa uma sensacao de momento com a realeza britanica, quando a Amma na verdade eh uma pessoa muito simples. Os ajudantes se preocupam demais com o protocolo enquanto ela ri, te abraca, fala alguma coisa, gargalha, abraca de novo, sussurra algo no seu ouvido e se despede. Tudo em menos de um minuto com a maioria das pessoas, a menos que ela sinta que a pessoa precisa de mais tempo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;As reacoes sao muito fortes, boa parte das pessoas comeca a sorrir ao se aproximar e nao para mais por um bom tempo. Muita gente cai em prantos, o rapaz que estava na minha frente quase desmaiou e precisou ser ajudado.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Eu me juntei a maioria e tive uma vontade inexplicavel de dar risada. Ganhei um abraco gostoso, ela repetiu uma palavra no meu ouvido algumas vezes, me deu uma balinha e se despediu.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Eu que tinha passado HORAS SEM DESCANSAR, sai de perto dela pronto pra uma maratona. hehehe&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Por enquanto eh isso, essa foi a nossa chegada no dia 20/12/12.&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;O tempo eh curto entao vou tentar focar cada post num tema diferente. Hoje falei da chegada e primeiras impressoes, no proximo vou contar um pouco sobre a rotina no ashram.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aqui vai soh um "teaser": amanha parece que vou ajudar a arrastar um vaca de um lugar para outro. rsrsrs&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ateh....&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/fernandoamarante/story/93580/India/Enfim-na-INDIA</link>
      <category>Travel</category>
      <category>India</category>
      <author>fernandoamarante</author>
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      <pubDate>Sun, 23 Dec 2012 17:24:00 GMT</pubDate>
      <slash:comments>7</slash:comments>
    </item>
    <item>
      <title>A jornada se incia</title>
      <description>&lt;p&gt;Ja faz alguns dias que estou ensaiando a estreia desse blog e pelo jeito se nao comecar de qualquer jeito nao vai nunca deixar de ser so uma ideia. Entao vamos la.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Primeiro de tudo nao contem com a acentuacao, pelo menos nao quando os posts forem feitos fora do meu computador.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acho que vale a pena tirar um pouco do atraso &amp;nbsp;e comecar falando de Dubai ja que nao tenho muito para contar de la. A cidade tem um pouco de NY por causa da altura dos predios e muito de Las Vegas ja que alguem resolveu que ia ter uma cidade ali no deserto. Dificil de explicar a sensacao que tive la, poucas pessoas vao entender o que vou dizer mas enfim...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Parece que o Sheikh de dubai estava jogando SimCity, usou varios cheats pra ficar cheio de dinheiro e em 5 minutos montou uma cidade ultra moderna com tudo que ha de melhor mas ainda nao tem habitantes." Entendeu? rsrsrs&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pois e, a cidade e super moderna, tudo e novo, limpo, bonito e organizado. O aeroporto sem duvida deve estar entre os maiores do mundo. Eu achava a Imigracao de Miami movimentada. Quase cai pra tras quando cheguei na imigracao de Dubai. Na entrada eles fazem um registro biometrico da sua iris, eu nunca tinha visto isso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A cidade nao surpreende, e aquilo que eu ja esperava. Nao tem muita historia nem nada antigo para conhecer. Os passeios sao pelos predios &amp;nbsp;que ali estao. Todos com algo em algum, sao o maior do mundo em alguma coisa. Predio mais alto do mundo, maior shopping center do mundo e por ai vai. O Burj Khalifa que eh o edificio mais alto do mundo chega a ser engracado, voce sobe quase 900m pra nao ver nada. Naquela altura, se o tempo estiver otimo, voce vai ver muita areia no deserto e a cidade. Quando eu subi o tempo estava muito seco entao a visibilidade nao estava la essas coisas, parece que existe uma eterna nuvem de areia no ar.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fiquei la quase uma semana, deu tempo de conhecer alguns bares, restaurantes, baladas e fazer alguns amigos por la. Embora seja no deserto cheguei a sentir frio de noite, o que e muito incomum mas Sao Pedro gosta de tirar uma com a minha cara. Eu fui pronto pra pegar uma praia mas nao estava quente o suficiente nenhum dos dias.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acho que eh um destino que merece ser conhecido mas nao precisa estar na lista de prioridades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bom people, acho que de Dubai era isso o que eu tinha para falar. Infelizmente o tempo para usar o computador eh curto e aqui ja sao quase 23h.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Amanha posto algo sobre a India, um destino muito mais interessante com mais coisas para contar.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
      <link>https://journals.worldnomads.com/fernandoamarante/story/93556/United-Arab-Emirates/A-jornada-se-incia</link>
      <category>Travel</category>
      <category>United Arab Emirates</category>
      <author>fernandoamarante</author>
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      <pubDate>Sun, 23 Dec 2012 03:31:00 GMT</pubDate>
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